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Atividade física de baixa intensidade reduz risco de morte em idosos, aponta estudo

De acordo com uma pesquisa lançada em junho de 2018 pelo British Journal of Sports Medicine – (tradução ‘Jornal Britânico de Medicina Esportiva’), algumas horas por semana de atividade física, ainda que sejam de baixa intensidade, contribuem para a redução do risco de morte nos idosos, especialmente os homens.

Ainda segundo os autores da pesquisa, o volume de atividade física está diretamente associado a um menor risco de morte por qualquer causa, sobretudo doenças de origens cardiorrespiratórias.

Isso é mais uma confirmação de que as atividades desenvolvidas pela Fundação José Carlos da Rocha tem melhorado significativamente a qualidade de vida de centenas de vovôs e vovós.

A análise dos cientistas britânicos ainda evidencia atividades de lazer como um dos pontos determinantes dentro dos exercícios de baixa intensidade, como cuidar dos jardins, fazer pinturas  e coreografias, além de aulas de canto e dança, reiterando a atuação da Fundação José Carlos da Rocha dentro dos lares.

Festa de aniversariantes de junho na Vila Vicentina da Sagrada Família, em Lorena

Os vovôs e vovós da Vila Vicentina da Sagrada da Família, de Lorena, puderam comemorar os aniversariantes do mês de junho, com uma festa organizada e promovida pela Fundação José Carlos da Rocha.

Em especial, quem assoprou as velinhas foi a vovó Aninha – que completou 96 anos dia 29 de junho. Ela é a mais idosa do lar, mas a idade avançada não a impediu de comemorar a data junto com seus amigos e funcionários do lar, além de membros da Fundação José Carlos da Rocha.

Casas devem ter acessibilidade, não apenas para idosos

O avançar da idade aumenta os riscos de quedas e acidentes, principalmente os domésticos. Isso porque com o tempo o corpo perde a força muscular e a densidade óssea, além de apresentar debilidades visuais, auditivas e ponto de equilíbrio. Por isso, as residências devem ser planejadas pensando na acessibilidade para idosos – como portas largas, instalação de corrimão, apoio nos banheiros, priorizar rampas em vez de escadas e outros elementos que facilitem a locomoção de pessoas com idade avançada.

Isso não significa que todos tenham que fazer essas adaptações ou esse planejamento agora, no entanto é bom já pensar nisso. Porque mesmo que você seja uma pessoa jovem e não possua avôs, um dia vai, inevitavelmente, envelhecer.

A Fundação José Carlos da Rocha acredita que essa dica não vale apenas para quando você tenha que imaginar uma pessoa idosa. Pense também em uma mulher grávida ou com carrinho de bebê, ou você mesmo com uma operação no joelho ou um pé quebrado. Devemos todos refletir a respeito.

Proposta determina adequação de fraldários para pessoas com deficiência e idosos

Uma proposta em análise na Câmara dos Deputados determina a adequação de fraldários para uso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, inclusive idosos. O Projeto de Lei 9448/17, de autoria da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), acrescenta a medida à Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00).

A lei vigente estabelece que a construção, a ampliação ou a reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão observar requisitos de acessibilidade.

“A Lei da Acessibilidade já prevê a existência de vagas de garagem específicas para pessoas com deficiência, acesso com rampa e banheiro acessível. Porém, o avanço não foi acompanhado pela construção de espaços para troca de fraldas de pessoas com deficiência e idosos”, avalia Mariana Carvalho. “Não é justo que o idoso ou a pessoa com deficiência deixem de passear por causa da dificuldade e do constrangimento em trocar fraldas”

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Fonte: ‘Agência Câmara Notícias

Projeto estimula criatividade e coordenação motora

O projeto ‘Arte Experiente da Terceira Idade’ tem proporcionado resultados positivos ao grupo participante. Iniciativa da professora Letícia Antunes de Moura Godinho, da Fundação José Carlos da Rocha, o projeto utiliza linguagens artísticas, predominantemente plásticas, de símbolos, metáforas e de forma geral da criatividade em processos terapêuticos.

Por meio da arte terapia favorece, a professora estimula da expressão e do desenvolvimento da criatividade, a coordenação motora, a liberação de emoções, e outras características, ao mesmo tempo em que ajuda a combater a ansiedade, a depressão e o medo.

A reprodução de quadros do artista Romero Brito é só um dos braços do projeto, que ainda tem incentivado a socialização entre os idosos. Com tudo isso, ‘Arte Experiente da Terceira Idade’ é mais uma ação da Fundação José Carlos da Rocha voltada para a melhoria na qualidade de vida dos vovôs e vovós.

Metade dos acidentes com idosos envolve queda em calçadas

Os acidentes que envolvem queda estão entre as principais causas de lesões severas, incluindo quebra de ossos, especialmente das pernas, pés, braços e mãos dos idosos.

Um estudo de 2017 da Faculdade de Medicina na USP – Universidade de São Paulo – envolvendo 600 idosos vítimas de acidentes apontou que 50% havia caído em calçada, sendo que duas pessoas morreram por complicações.

O investimento em acessibilidade para as pessoas que necessitam, não somente os idosos, como também cadeirantes, deficientes físicos, gestantes, e outros, deve ser constante.

Este cuidado não deve ser apenas do governo, com rampas nas esquinas ou elevadores em prédios públicos, por exemplo. Isso tem que ser motivo de preocupação para toda sociedade, especialmente em relação às calçadas.

Poucas pessoas sabem, mas a responsabilidade de cuidar da calçada é do proprietário do imóvel e não das prefeituras. A maior parte das cidades brasileiras descreve claramente no Código de Posturas esta obrigação do proprietário, mas são poucos os que cumprem a lei.

Em muitos locais, no entanto, quem desrespeita a regra e mantém a calçada em maus cuidados ou em desconformidade com o Código é multado.

Ninguém quer passar por isso. Ninguém quer ser notificado ou multado e, muito menos, tropeçar ou cair em uma calçada. Portanto, faça sua parte e colabore.

 

Coral de vovôs e vovós participa da ‘Campanha de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso’

Um coral formado por 15 idosos, que pertencem ao projeto de canto da Fundação José Carlos da Rocha, vai participar da abertura da VII Campanha de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso, dia 9 de junho, às 9 horas, na praça Monsenhor Marcondes – no centro de Pindamonhangaba.

O grupo, que faz as aulas com a professora Flávia do Amaral, estará apto para cantar até cinco canções (Luar do Sertão, Asa Branca, Eu Só Quero Um Xodó, Beijinho Doce, e Despedida). “Eles estão ensaiando essas músicas há seis meses e o resultado está muito bom. Já fizemos outras apresentações em espaços abertos antes e todos os vovôs e vovós gostaram bastante do desempenho”, explicou a professora.

De acordo com ela, alguns estão especialmente felizes porque foram convidados a cantar durante a abertura da Campanha de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso. “É uma tema bastante importante a ser discutido com toda a sociedade e eles têm essa consciência porque conhecem pessoas ou já passaram por situações que geraram constrangimento. Por isso, alguns estão até emocionados em participar efetivamente da luta pela defesa dos direitos dos idosos”, completou Flávia do Amaral.

Estatuto do Idoso estabelece direitos das pessoas com 60 anos ou mais

O Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741), aprovado em 2003, reúne em 118 artigos os direitos da pessoa idosa. Por ele são regulamentados os direitos das pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Em linhas gerais, ele estabelece a obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público em assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

O Conselho Nacional da Justiça, por exemplo, reuniu alguns dos principais direitos dos idosos, que podem ser conferidos abaixo.

Saúde – O idoso tem atendimento preferencial no SUS – Sistema Único de Saúde – e vedada a discriminação nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade. Em julgamento recente, o STJ – Superior Tribunal de Justiça – decidiu que planos com valores diferenciados por faixa de idade não praticam a discriminação proibida pela Lei. O entendimento foi de que a mudança de valores proporcionais à idade do segurado corresponde a uma legítima expectativa de aumento de demanda pelos serviços de assistência médica e hospitalar contratados. Na avaliação do STJ, o que a lei proíbe é a atitude discriminatória do plano de saúde, que eleve tanto o valor da mensalidade de modo a inviabilizar a assistência ao idoso.

Transporte – Nos veículos de transporte coletivo, serão reservados 10% dos assentos para idosos, assim como é assegurada a reserva, para os idosos, nos termos da lei local, de 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados.

Educação e Cultura – O idoso tem direito a 50% de desconto nos ingressos para eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer. O estatuto estabelece que os idosos participarão das comemorações de caráter cívico ou cultural, com objetivo de assegurar a transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações, no sentido da preservação da memória e da identidade culturais. Nesse sentido, o documento também determina que nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal sejam inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria.

Trabalho na terceira idade – É proibida a discriminação e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer, inclusive para concursos, ressalvados os casos em que a natureza do cargo o exigir. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada. O estatuto determina que o Poder Público criará e estimulará programas de profissionalização especializada para idosos, preparação dos trabalhadores para aposentaria e o estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho.

Violência – O Estatuto do Idoso determina também que nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. A lei considera como violência praticada contra idosos qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou sofrimento físico ou psicológico. A discriminação de uma pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade resulta em pena de reclusão de seis meses a um ano e multa.

Abandono – Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa permanência, ou congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, conforme o artigo 98 do Estatuto do Idoso, gera pena de detenção de seis meses a três anos e multa. Pena de detenção de dois meses a um ano e multa para quem expuser a perigo a integridade e a saúde, física ou psíquica, do idoso, submetendo-o a condições desumanas ou degradantes. Fica sujeito à mesma pena quem privar o idoso de alimentos e cuidados indispensáveis, ou quando sujeitá-lo a trabalho excessivo ou inadequado. A pena pode ser aumentada de um a quatro anos se houver lesão corporal de natureza grave, e reclusão de quatro a doze anos se o fato resultou em morte.

Pensão alimentícia – Os idosos que, a partir de 60 anos, não têm condições de se sustentar nem contam com auxílio de parentes próximos têm direito a pensão alimentícia. O benefício funciona nos mesmos moldes que a pensão paga pelos pais aos filhos. O artigo 12 do Estatuto do Idoso determina que a obrigação alimentar é solidária, ou seja, apesar de todos os filhos terem a obrigação, a ação pode ser promovida somente contra um deles que tenha melhor condição financeira. Caso a pensão alimentícia já esteja fixada judicialmente ou por acordo, o idoso pode ingressar com ação de execução de pensão alimentícia contra o devedor. A medida pode resultar na prisão do parente inadimplente, caso não pague os atrasados.

Caso os filhos não tenham condições financeiras de pagar o benefício, o idoso pode pleitear o benefício assistencial oferecido pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social. De acordo com informações do Governo Federal, para solicitar o Benefício Assistencial ao Idoso é preciso agendar o atendimento por meio da Central de Atendimento 135. O valor do benefício corresponde à garantia de um salário mínimo, na forma de benefício assistencial de prestação continuada mensal, devido à pessoa idosa com 65 anos ou mais que comprove não possuir meios de prover a própria manutenção e também não possa ser provida por sua família.

Palestra aborda benefícios da atividade física

Os residentes e funcionários do Lar São Vicente de Paulo, de Pindamonhangaba, receberam no mês de maio uma palestra sobre a importância do exercício físico para o bom funcionamento do corpo e da mente.

A palestra foi ministrada pela professora de educação física Flávia do Amaral, da Fundação José Carlos da Rocha.

Cresce participação de idosos no mercado formal de trabalho

Segundo dados da Rais – Relação Anual de Informações Sociais, divulgados pelo Ministério do Trabalho, em 2010 havia 5,8 milhões trabalhadores com carteira assinada entre 50 e 64 anos no mercado formal de trabalho, e o número passou para 7,6 milhões em 2015 – o que representa um crescimento de 30% no período. Os próximos dados com este grau de comparação devem ser divulgados em 2021.

O maior índice fica por conta dos trabalhadores com mais de 65 anos, que passou de 361,3 mil em 2010 para 574,1 mil em 2015, um aumento de 58,8%.Os dados mostram que o setor de serviço é o que tem mais receptividade aos trabalhadores mais velhos.

Quase 2,6 milhões de trabalhadores entre 50 a 64 anos estavam empregados com carteira de trabalho nesse segmento em 2015. Outros 200,4 mil tinham mais de 65 anos. No mesmo ano, a administração pública empregava 2,5 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos, seguido da indústria de transformação, com 923 mil empregados nessa faixa etária, e do comércio, com 864 mil trabalhadores.

De acordo com o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mais de 2 milhões de pessoas de 50 a 64 anos e 99,2 mil com mais de 65 anos perderam o emprego nos últimos 12 meses. No mesmo período, houve 931,4 mil contratações de pessoas nas duas faixas etárias.

O Ministério do Trabalho está estudando a criação de uma nova divisão para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra idosos no mercado de trabalho. A expectativa é dar uma atenção maior ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho.