Categoria Notícias Relacionadas

Público idoso deve ter o maior crescimento nas compras de fim de ano pela internet

Apesar de o mundo online ser dominado pelos jovens, os mais velhos não ficam atrás quando o assunto é comprar na internet. Muito pelo contrário. A geração de consumidores acima dos 60 anos é a que deve apresentar o maior aumento nas compras online neste mês.

É o que aponta um levantamento realizado pela Rakuten Digital Commerce, ecossistema de soluções para o comércio eletrônico que atua com mais de 1.200 lojas virtuais no Brasil. Os internautas desta faixa etária devem ter um aumento de 23% no volume de pedidos transacionados em 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em seguida, deverão se destacar os consumidores com idades entre 30 e 40 anos, com um aumento esperado de 22%. Já o terceiro maior crescimento de consumo online é esperado entre aqueles que se enquadram na faixa dos 20 aos 30 anos, com uma alta de 21%. “O pagamento do 13º salário influencia na predominância de consumidores mais velhos nas compras online para o Natal, assim como a tradição de presentear filhos e netos”, explica René Abe, CEO e Presidente da Rakuten Brasil.

Confira a tabela abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Ticket médio

ticket médio de forma geral deve ser de R$ 290,27, o que representa um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. Porém, os consumidores das gerações mais velhas são os que menos vão economizar neste fim de ano: os dados revelam que as pessoas de 40 a 50 anos devem gastar em média R$ 355,06 – ou seja, 2% a mais que no fim de ano de 2017.

Em segundo lugar estão os compradores entre 50 e 60 anos, com expectativa de um ticket médio de R$ 344, seguidos dos maiores de 60 anos, que possuem um ticket médio de R$ 305. “Os jovens costumam comprar com maior frequência pela internet, mas com um ticket médio mais baixo, enquanto que os consumidores mais velhos escolhem produtos mais caros”, afirma o executivo.

 Confira a tabela abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Categorias

Considerando os segmentos nesta época do ano, Moda e Acessórios deve liderar como a categoria mais consumida por todas as gerações, exceto por aqueles com idades entre 40 e 50 anos que devem comprar preferencialmente itens do segmento de Livros, Músicas e Vídeos. Para a geração com menos de 20 anos, o segmento de Moda e Acessórios representa mais da metade do total das compras do período (51%).

Já o segmento de Eletrônicos e Informática deve estar no top 5 de todas as gerações, mas indica que fará mais sucesso entre os compradores com até 30 anos. Enquanto o segmento de Perfumes, Saúde e Beleza deve ser o favorito das gerações com mais de 60 anos.

Ao compararmos a performance das categorias em 2017 e a expectativa de crescimento para 2018, independente da geração dos consumidores, o segmento de Brinquedos e Bebês é o que deve apresentar o maior aumento, ano contra ano. Em seguida devem vir Móveis e Decoração, Alimentos e Bebidas, Moda e Acessórios e Perfume, Saúde e Beleza, nesta ordem.

 Confira a tabela abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte da notícia: Redação E-Commerce Brasil (www.ecommercebrasil.com.br)

Conceito de idoso passa de 65 para 75 anos na Itália

A Itália é o segundo país europeu com maior número de idosos, ficando atrás apenas da Alemanha

Um grupo de médicos italianos desenvolveu diversas pesquisas sobre o envelhecer e resolveram recalcular a idade partir da qual uma pessoa é considerada idosa.

De acordo com a Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria o conceito de velhice aos 65 anos está ultrapassado. Para os médicos da Itália, hoje uma pessoa com 65 anos possui condições físicas e cognitivas de uma de 40 ou 45 anos, de 30 anos atrás.

O representante da Sociedade Italiana de Geriatria Roberto Bernabei diz que uma pessoa de 70 anos hoje, faz aquilo que fazia quando tinha 50, só que com mais experiência e capacidade intelectual.

Segundo ele, a incapacidade que é a verdadeira marca do envelhecimento, é muito baixa. “Para retardar isso é preciso tomar iniciativas que produzam riqueza, cultura e vida social”, completou. Bernabei disse que o pai dele fundou uma produtora de cinema com 70 anos e obteve muito sucesso.

“Trabalhar também ajuda a viver melhor”. Bernabei sustenta que não pretende fazer lobby para governos, mas que a idade ideal para alguém se aposentar é aos 70 anos, ainda jovem, na Itália de hoje.

Este é um dos receios de outras instituições ligadas à velhice ao redor do mundo: o fato de pesquisas como esta encorajarem governos a mudar regras previdenciárias.

O fato de viver melhor não significa que uma pessoa tenha que trabalhar mais.

Idosos e pessoas com deficiência têm até dezembro para serem incluídos no Cadastro Único

Idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm até dezembro para serem incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais. O registro dos beneficiários e seu grupo familiar é obrigatório.

O Cadastro Único reúne informações das famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa ou renda total familiar de até três salários mínimos. A ferramenta é utilizada também para dar acesso a programas sociais. Nela, são registradas as características da residência, a identificação de cada pessoa, a escolaridade, a situação de trabalho e renda, entre outras informações.

O diretor do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), André Veras, conta como os beneficiários devem proceder. “Para se inscrever no Cadastro Único, o responsável familiar deve procurar um Centro de Referência da Assistência Social ou um posto de Cadastro Único no seu município, munido do CPF de todos os membros da família do beneficiário”, explica.

André Veras lembra ainda que não é necessário que o próprio beneficiário faça esse cadastramento. “Qualquer membro familiar, maior de 16 anos, que tenha capacidade de prestar as informações pode ser o responsável familiar para responder o cadastro”, afirma.

Saiba Mais

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) repassa todos os meses um salário mínimo para idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência que têm renda familiar de até um quarto de salário mínimo por pessoa, isto é, menos de R$ 238,50.

Atualização do Estatuto do Idoso deve ocorrer até novembro

Em outubro de 2018, o Estatuto do Idoso (Lei 10741/03) completou 15 anos de vigência. A lei que garante atendimento prioritário e mecanismos de proteção a pessoas com mais de 60 anos é considerada um grande avanço na defesa dos direitos dessa parte da população, que aumenta a cada ano.

Segundo dados do IBGE, a população brasileira vem envelhecendo e nos últimos 4 anos ganhou 4,8 milhões de idosos, superando a marca dos 30,2 milhões em 2017.

Para garantir que o estatuto continue atendendo às necessidades dos idosos a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa criou uma subcomissão para atualizar a legislação vigente.

O secretário nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Rogério Ulson, lembrou que o Estatuto resgata a obrigação que toda a sociedade tem de proteger seus integrantes mais velhos.

Ele destacou que os casos de violência contra idosos são subnotificados porque muitas vezes envolvem a família.

“Não há que se falar nem de tutela, nem de curatela da pessoa idosa, nossa proposta é que haja um empoderamento das pessoas idosas. Nós queremos fazer com que esse aumento da expectativa de vida que existe hoje no Brasil que seja acompanhado com o aumento da qualidade de vida. Sendo a pessoa idosa protagonista e não alguém que precise de uma tutela. Então para isso os nossos esforços em relação ao desenvolvimento de políticas públicas para promover o envelhecimento ativo e saudável.”

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), coordenadora da subcomissão que deve atualizar o Estatuto do Idoso, informou que os deputados vão avaliar cada um dos 134 projetos que tratam do tema em tramitação na Câmara.

“E neste ano que estamos com o ano de valorização e defesa do idoso e também nosso Estatuto do Idoso está debutando: 15 anos. 15 anos de uma legislação avançada que já garantiu vários direitos aos nossos idosos.”

A subcomissão destinada a apresentar atualizações ao Estatuto do Idoso deve concluir seus trabalhos em novembro.

 

Fonte: Câmara dos Deputados

Estado de SP possui programa de viagens turísticas gratuitas para terceira idade  

Poucos sabem e raros são os que aproveitam a oportunidade. O governo do estado de São Paulo possui o programa “Melhor Viagem SP” com o objetivo de levar milhares de idosos em viagens, gratuitamente, para destinos turísticos do Estado.

Com o intuito de fortalecer o turismo e a economia das cidades participantes durante a baixa estação e proporcionar aos idosos novas experiências, o programa é destinado a pessoas com mais de 60 anos, moradores de municípios do Estado de SP com menos de 30 mil habitantes.

São Paulo Amigo do Idoso

O programa “Melhor Viagem SP” faz parte da ação do Governo do Estado de São Paulo que se chama “São Paulo Amigo do Idoso” que tem por objetivo mobilizar a valorização do idoso. É um esforço conjunto de Estado e municípios que, juntamente com entidades públicas e da sociedade civil, empreende projetos para a melhora do bem estar e da qualidade de vida do idoso.

Melhor viagem de SP

As viagens são feitas tanto no litoral como no interior do estado, onde todas as despesas são pagas pelo Governo do Estado. Os passeios tem a duração de 5 dias, de segunda a sexta-feira, onde estão incluídas hospedagem e alimentação completa com café, almoço e jantar, além de toda a programação. A parte do transporte fica sob a responsabilidade das prefeituras.

Grupos de viagens

Este programa é uma ótima oportunidade para nos envolver em um grupo de terceira idade. Procurar mais informações na prefeitura de nosso município já estará abrindo as portas para novos contatos com clubes da terceira idade e outras organizações que tem a finalidade de promover ações que melhorem a vida do idoso.

 

Mais informações:

Secretaria de Turismo
Programa Melhor Viagem SP
Informações:
Telefone: (11) 3709-1666
E-mail: turismo@sp.gov.br

Idosos com mais de 80 anos têm prioridade sobre os demais

Esta em vigor desde 2017, quand o foi sancionada pelo presidente Michel Temer, a Lei 13.466/2017 – que garante atendimento preferencial aos idosos com 80 anos ou mais em relação aos demais. A mudança no Estatuto do Idoso que estabelece essa prioridade especial assegura também prioridade nas ações e processos judiciais.

Entenda

A Lei 10.741/2003 considera idosas pessoas a partir de 60 anos. O projeto saiu do Senado e seguiu para sanção presidencial.

Uma das mudanças envolve diretamente a Justiça. O parágrafo 5º do artigo 71 define que, “dentre os processos de idosos, dar-se-á prioridade especial aos maiores de oitenta anos”.

Além disso, houve a inserção do parágrafo 2º no artigo 3º: “Dentre os idosos, é assegurada prioridade especial aos maiores de oitenta anos, atendendo-se suas necessidades sempre preferencialmente em relação aos demais idosos”.

Outra alteração, exclusiva para a saúde, foi feita no artigo 15, que passa a ter o parágrafo 7º: “Em todo os atendimentos de saúde, os maiores de 80 anos terão preferência especial sobre os demais idosos, exceto em caso de emergência”.

Idosos estão adiando cada vez mais saída do mercado de trabalho

Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. Além do envelhecimento da população, os idosos estão adiando a saída do mercado. E para protegê-los, o Estatuto do Idoso, que completou 15 anos no dia 1º de outubro, também trata de direitos relativos a trabalho e renda. Entretanto, alguns ainda não saíram do papel.

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar de os idosos serem o grupo com menor participação no mercado, este percentual vem aumentando, passando de 5,9% em 2012 para 7,2% este ano. São 7,5 milhões de idosos na força de trabalho.

Em seu Capítulo 6, o estatuto garante ao idoso o exercício da atividade profissional, respeitadas suas condições físicas, intelectuais e psíquicas, sendo proibida a discriminação e a fixação de limite máximo de idade, exceto quando o cargo exigir. Para a técnica de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano, apesar do preconceito, a aceitação aos idosos está aumentando, já que a população de maneira geral também está envelhecendo.

Crise e chefes de família

Além disso, segundo ela, as dificuldades financeiras das famílias é um dos motivos para os idosos continuarem no mercado ou voltarem ao trabalho. “Até pela crise, tem uma maior procura de trabalho pelos idosos, mesmo aposentados, dada a necessidade de aumentar a renda familiar”, explicou.

Os dados da Pnad Contínua apontam que, do segundo trimestre de 2017 ao primeiro trimestre deste ano, 46% dos trabalhadores ocupados com mais de 60 anos de idade moravam no Sudeste, 56% eram mulheres e 63% se declararam como chefes de família.

Apenas 27% estavam no mercado formal, enquanto 45% atuavam por conta própria. Dentre os setores da economia, o comércio absorveu 17% desses trabalhadores, 15% estavam na agricultura e 10% atuavam no setor de serviços relacionados a educação e saúde. Do contingente de trabalhadores com mais de 60 anos, 67% têm apenas o ensino fundamental incompleto e 25% têm escolaridade média ou superior.

De acordo com o IBGE, os idosos devem representar 25,5% da população até 2060.

Assim, a participação dos idosos no mercado de trabalho avança, enquanto cai a da população mais jovem. Conforme a Pnad Contínua, nos últimos 5 anos, o contingente dos trabalhadores ocupados com idade entre 18 a 24 anos recuou de 14,9% para 12,5%, enquanto daqueles com mais de 60 anos passou de 6,3% para 7,9%.

Para Ana Amélia Camarano, o mais preocupante é a redução da força de trabalho, com a diminuição da população jovem e em idade ativa. “Teremos muitos idosos vivendo muito e poucas pessoas em idade de trabalhar. Isso vai terum impacto na redução das receitas e nos gastos previdenciários, nos gastos com a saúde e outros impactos, como a diminuição da força de trabalho”, disse.

A técnica disse que é fundamental capacitar a população mais velha para reduzir sua saída do mercado e aumentar o intervalo do que se considera a população em idade ativa. “É preciso garantir a empregabilidade desse trabalhador mais velho. E, para isso, é preciso capacitação, por exemplo, melhoria das condições de saúde e de mobilidade urbana, redução do preconceito e melhores condições de trabalho”, afirmou.

Políticas públicas

No setor público, o Estatuto do Idoso determina que o primeiro critério de desempate em concursos seja a idade, dando-se preferência ao candidatos de idade mais elevada. Além disso, é dever do Estado criar e estimular programas de profissionalização para os idosos, preparação dos trabalhadores para a aposentadoria e estímulo às empresas privadas para admissão de idosos ao trabalho.

Segundo Ana Amélia, pouco tem sido feito. A técnica do Ipea conta que está em discussão no Congresso Nacional uma emenda ao estatuto para que as empresas reservem um percentual de vagas para os idosos. “Isso pode ajudar a aumentar a participação dos idosos no mercado”, disse.

Para a técnica do Ipea, o grande mérito do Estatuto do Idoso é criminalizar o não cumprimento de questões legais e colocar em evidência a questão da violência contra o idoso. “Mas a criminalização acontece mais para as famílias. Como vai criminalizar o SUS [Sistema Único de Saúde] porque não tem vaga no hospital? Mas criminaliza a família que negligencia o idoso, sem ajudar essa família a cuidar”, ressaltou.

É necessário ainda, segundo Ana Amélia, padronizar a idade para a pessoa idosa, pois existem programas para a população de 60 anos e outros acima da 65 anos. O próprio IBGE considera população idosa aquela acima de 60 anos, enquanto a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, faz o recorte a partir dos 50 anos.

Os dados da Rais também apontam aumento da ocupação dos idosos no mercado. Em 2003, ano de publicação do Estatuto do Idoso, o país empregava 3,2 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos e outras 216 mil com mais de 65 anos. Já em 2016, eram mais de 7,5 milhões de trabalhadores entre 50 e 64 anos, além de mais de 598 mil acima dos 60 anos.

Previdência e assistência social

O Estatuto do Idoso também dedica capítulos à Previdência e assistência social ao idoso, relativos à renda. Aos idosos, a partir de 65 anos, que não tenham meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício mensal de um salário mínimo, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), nos termos da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas).

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, também considerando o aumento da população, houve crescimento no pagamento do BPC. Em 2004, um ano após a sanção do Estatuto do Idoso, pouco de 933 mil idosos recebiam o benefício. Em 2018, são 2,03 milhões.

Apesar de garantido em lei, o recebimento do BPC é o campeão de processos movidos por idosos na Defensoria Pública da União (DPU). Segundo o defensor público federal de ofício previdenciário, Jorge Medeiros de Lima, a maior dificuldade é provar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a renda do idoso. Para Lima, um avanço do estatuto é que ele prevê que o benefício assistencial concedido a qualquer membro da família não é computado para cálculo da renda se um outro membro precisar desse benefício.

“Se nós temos um idoso que recebe um benefício de Loas e se a esposa dele, também idosa, precisar, quando o INSS for aferir a renda familiar não pode considerar a renda daquele que já recebe o Loas, ela será desconsiderada”, explicou. Para ter direito, a renda da família não pode ser maior do que um quarto do salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 238,50.

O BPC não pode ser acumulado com outro benefício da Seguridade Social, como seguro-desemprego, aposentadoria ou pensão. Mas é possível recebê-lo junto com o Bolsa Família, desde que a renda da família se enquadre nas regras do programa.

No caso do idoso necessitar de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez, precisa comprovar perante a perícia do INSS que está incapaz de trabalhar. O que, segundo Lima, não é tarefa fácil, mesmo com comprovação médica. De acordo com o defensor público federal, os atendimentos na área previdenciária cresceram por causa do envelhecimento da população e a revisão da concessão de benefícios pelo INSS, que muitas vezes conclui pelo fim de determinado pagamento.

De acordo com Lima, em cerca de 85% a 90% das ações ajuizadas contra o INSS, o idoso consegue o restabelecimento ou concessão do benefício. No entanto, os processos levam, em média de um a dois anos; se houver recurso, pode demorar de três até cinco anos. “É muito tempo para um idoso pobre”, disse, acrescentando que muitos morrem com o processo em andamento.

Apesar das dificuldades para cumprimento dos dispositivos, a DPU avalia que o Estatuto do Idoso trouxe prioridade no julgamento de demandas. “Nós temos uma certa preferência no julgamento do idoso, mas não caminha com a celeridade que o idoso precisa. E a situação vai se agravando à medida que vai subindo as instâncias”.

 

Fonte: EBC Notícias 

Sancionada lei que garante atendimento prioritário para mulheres, idosos e crianças nos IMLs

O Instituto Médico Legal de cada cidade deverá priorizar mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência na realização do exame de corpo de delito (Lei 13.721/2018).

O projeto de lei da Câmara (PLC 35/2014) foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado no início de setembro. Para a relatora, senadora Simone Tebet (MDB-MS), o atendimento prioritário é um cuidado com as vítimas.

Em alguns estados, a exemplo de São Paulo, o atendimento prioritário para mulheres, idosos, crianças e pessoas com deficiência no IML já é uma realidade.

Aumento da população de idosos traz desafios no acesso à Justiça

A crescente população de idosos tem trazido novos desafios para a área da Justiça e de proteção dos direitos humanos no Brasil. A demanda judicial envolvendo pessoas com mais de 60 anos aumentou, mas a estrutura do Poder Público ainda não acompanha o ritmo das demandas.

Na área da justiça, o Estatuto do Idoso, que completou 15 anos em 2018, estabelece que processos envolvendo violação de direitos de idosos ou que tenham pessoas com mais de 60 anos como parte envolvida devem ter prioridade na tramitação. Contudo, o sistema judiciário ainda está se adaptando à nova realidade.

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que, de 2015 a 2017, foram iniciados em tribunais de diferentes instâncias em todo o país pelo menos 29,1 mil processos com o assunto “crimes previstos no Estatuto do Idoso”. De 2015 para 2016, houve aumento de quase 80% no volume de processos, e para 2017, o aumento foi de 25%.

O CNJ explica que a flutuação na série histórica pode estar relacionada à categorização do processo no tribunal e não necessariamente a uma variação no número de ações ingressadas, uma vez que pode haver mais processos que não foram identificados como casos de discriminação por motivo de idade. Não há informações sobre as decisões dos processos.

Na ponta, a demanda é bem maior. Desde 2011, quando foi iniciado o serviço do Disque 100, foram registradas cerca de 200 mil denúncias de violações de direitos dos idosos, segundo balanço do Ministério dos Direitos Humanos. A maioria dos relatos se refere a negligência, violências financeira e psicológica. Nem todos, entretanto, ingressam na área judicial.

Para investigar e encaminhar as denúncias, alguns estados têm delegacias especializadas do idoso. É o caso de Minas Gerais, Tocantins, São Paulo, Goiás e Bahia, por exemplo. As delegacias recebem as denúncias pessoalmente ou de forma anônima e muitas delas prestam serviços de assistência social.

Estrutura especializada

Como forma de garantir a prioridade no acesso à Justiça, o Estatuto do Idoso prevê que “o Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas do idoso”, mas poucos estados conseguiram montar uma estrutura especializada unicamente para atender os idosos.

Em 2007, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma recomendação para que os tribunais de todo o país adotem medidas para dar prioridade a processos e procedimentos que tenham pessoas idosas como parte, em qualquer instância da Justiça.

Mais de dez anos depois, o banco de dados alimentado pelos tribunais aponta a existência de apenas uma vara especializada, localizada em Feira de Santana, na Bahia. O total de varas com competência para julgar processos relacionados aos direitos dos idosos, entretanto, é de 179 em todo o país, segundo o CNJ.

“Algumas vezes a gente recebe reclamações das pessoas pedindo para o Ministério Público uma providência entendendo que o processo está demorando muito ou que não está recebendo a prioridade devida”, afirma Cláudia Beré, promotora de Justiça do Ministério Público de São Paulo.

Integrante da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público em Defesa dos Idosos e de Pessoas com Deficiência (Ampid), a promotora disse que o Poder Judiciário em São Paulo criou uma vara criminal especializada para vítimas vulneráveis, entre elas idosos. Mas, na área cível, a capital paulista, que reúne grande parte dos processos do país, ainda não criou uma vara especializada.

“Só meia dúzia de comarcas no estado de São Paulo têm a vara especializada do idoso. É um problema porque o idoso não tem suas causas julgadas por um juiz especializado, principalmente nos assuntos que se referem ao envelhecimento”, afirma.

O CNJ ressalta que os tribunais de alguns estados, apesar de não terem varas exclusivas, desenvolvem ações específicas para a população acima de 60 anos, como é o caso da Central Judicial do Idoso, serviço interdisciplinar criado no Distrito Federal para orientar pessoas idosas e facilitar o atendimento que demanda atuação de diferentes instituições, como Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Justiça.

 

Fonte: EBC – Agência Brasil

Anvisa aprova nova vacina contra gripe para idosos

A Anvisa aprovou o registro do imunobiológico Fluzone Sênior, uma nova vacina influenza trivalente inativada, desenvolvida para a administração em idosos (adultos com 65 anos ou mais). A aprovação do registro do imunobiológico Fluzone Sênior foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) de 15 de outubro.

Em sua composição, o produto traz duas variações da cepa influenza do tipo A — H1N1 associada à H3N2 — e, ainda, a cepa influenza tipo B.

De acordo com o fabricante, o uso do produto tem como objetivo induzir melhores respostas imunológicas e mais eficácia contra a gripe por meio do teor mais elevado de antígenos, os quais estimulam a produção de anticorpos contra o vírus no organismo.

Segundo informações do portal do Ministério da Saúde, a vacinação é considerada a intervenção mais importante para a redução do impacto da influenza. Estudos demostram que esta ação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações provocadas pelo vírus.

A vacina Fluzone Sênior foi registrada pela via de desenvolvimento individual, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55, de 2010, que dispõe sobre o registro de produtos biológicos novos e produtos biológicos. A detentora do registro no Brasil é a Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

Confira a aprovação do registro do imunobiológico Fluzone Sênior, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira (15/10).

O que é influenza?

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o vírus influenza provoca uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-la várias vezes ao longo da vida e, em geral, essa infecção tem evolução autolimitada. Em alguns casos, porém, pode evoluir para uma forma grave.

Segundo o MS, existem três tipos de vírus influenza (A, B e C), que são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Eles causam infecção aguda das vias aéreas associada a febre (temperatura superior a 37,8°C). Os demais sinais são habitualmente de aparecimento súbito e incluem calafrios, mal-estar, dor de cabeça, fadiga, vômito, diarreia, tosse seca, entre vários outros.

Idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade (existência de duas ou mais doenças simultaneamente) possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à infecção por influenza, conforme o MS.

No Brasil, o período de maior circulação do vírus da gripe vai do final de maio até agosto, todos os anos.