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‘Eu Ainda Quero’ beneficia idosos de Jundiaí

Além dos lares atendidos diretamente pela Fundação José Carlos da Rocha, a instituição garante benefícios a outros lares e casas de idosos por meio do projeto ‘Eu Ainda Quero’, viabilizando o sonho dos vovôs e vovós.

Na última semana, o local beneficiado foi a Cidade Vicentina Frederico Ozanan, de Jundiaí-SP.

Uma equipe da Fundação José Carlos da Rocha, composta pela assistente social Simone Duarte e pela social media Hannah Magnussen, foi ao lar para registrar o sonhos de mais de 70 idosos. Na sequência, as fotos com as lousas e os sonhos foram publicadas no Facebook da Fundação José Carlos da Rocha – gerando grande adesão virtual, com mais de 800 curtidas, cerca de 150 comentários e quase mil compartilhamentos – ressaltando o grande impacto da campanha criada em 2016.

Quem quiser ajudar a realizar esses sonhos ou compartilhar a campanha, basta clicar no link do Facebook da Fundação José Carlos da Rocha e fazer sua parte.

Aos que são de Jundiaí e região, a Cidade Vicentina Frederico Ozanan fica na rua Augusto Trevisan, 121, bairro Parque do Colégio. Falar com Solange ou Márcia pelos telefones (11) 4523-3382 ou (11) 4523-3366.

 

Estudo do DataSenado faz diagnóstico de cuidadores de idosos

O Instituto DataSenado apresentou em fevereiro um estudo sobre os cuidadores de pessoas com deficiência, com doenças raras e, sobretudo, idosos. Segundo dados do Ministério da Economia, a profissão cresceu nos últimos anos. O Brasil tem mais de 34 mil cuidadores de idosos, mas não existem estimativas confiáveis do número de cuidadores de pessoas com doenças raras ou com deficiência, diz o estudo. Os resultados foram debatidos em audiência pública promovida pela Subcomissão Permanente da Pessoa com Deficiência, pela Subcomissão Permanente de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa e pela Subcomissão Temporária sobre Doenças Raras, que funcionam no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Para as pesquisas, foram ouvidas 2,4 mil pessoas por telefone em todo o país no período de 24 de julho a 1º de agosto de 2019. Também foram realizados 15 grupos focais com cuidadores profissionais e cuidadores familiares em Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo e Manaus, de 13 a 19 de agosto.  O cuidador é uma pessoa que zela pelo bem-estar de outra pessoa que esteja incapaz, por limitação física ou intelectual, de cuidar de si mesma, atendendo a necessidades de higiene pessoal, alimentação e remédios, entre outras.

O estudo revelou que 41% dos brasileiros conhecem alguém que depende da ajuda de um parente ou cuidador para realizar atividades do dia a dia, como comer, tomar banho ou trocar de roupa. Mais da metade (55%) dos cuidadores que participaram da pesquisa telefônica responderam que se sentem sobrecarregados.

Entre os cuidadores familiares, a atividade tem implicações emocionais, sociais e profissionais. Nesse caso, há uma percepção de “anulação” do indivíduo, já que 79% dos participantes da pesquisa não trabalham, sendo que a maioria dentre eles (60%) afirmou que gostaria de trabalhar e 80% disseram que não trabalhar prejudica a renda familiar.

Por outro lado, os cuidadores profissionais se queixaram de agravos físicos e emocionais relacionados à jornada excessiva. De modo geral, a maior parte dos cuidadores reclamou da falta de cursos técnicos e treinamento, reconhecimento, valorização e regulamentação da profissão. “Esses resultados fazem parte de uma série de estudos que terá continuidade em 2020 e subsidiará o debate de uma proposta de Política Nacional de Cuidado”, explicou Laura Efigênia do Nascimento, coordenadora do DataSenado.

Cuidando de quem cuida

Para o cuidador profissional Francisco Sousa de Moraes, com 20 anos dedicados ao mesmo paciente, a quem acompanha até mesmo no local de trabalho, a regulamentação da profissão é fundamental. “Para você ter um direito, você ter um salário digno, de um amparo. Muitas das vezes, algumas pessoas não têm condição e ganham muito pouco. E até para ajudar a família”, observou.

Para o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do mesmo ministério, Antônio Costa, o país precisa se preparar para cuidar de uma população cada vez mais envelhecida. “Essa Casa tem uma oportunidade grande, junto com o governo federal, de começar a tratar, a partir dessa pesquisa que foi feita, e a partir das nossas políticas que estão sendo tratadas, um novo momento para que possamos realmente, de forma efetiva, produzir para esse país uma política de cuidados”, ressaltou.

O senador Flávio Arns, que defendeu a possibilidade de o Benefício de Prestação Continuada (BPC), renda de um salário mínimo para idosos e deficientes que não podem se manter ou ser mantidos por suas famílias, também seja extensivo ao cuidador doméstico. “Para o caso de a pessoa não trabalhar, até para ela própria sustentar a casa e tudo. Quer dizer, é um BCP ou são dois BCPs? A gente tem que achar essas soluções”, disse.

Fonte: Agência Senado

Atividade com bexigas estimula a coordenação motora em Pindamonhangaba

O Projeto Viva Bem usou um instrumento diferente para estimular a coordenação motora de idosos do Lar São Vicente de Paulo, de Pindamonhangaba, na atividade realizada dia 14 pela professora Flávia do Amaral. As bexigas foram a atração da dinâmica que envolveu os assistidos pela Fundação José Carlos da Rocha.

“É interessante usar de artifícios diferentes para atrair e envolver os idosos na prática do exercício físico. A dinâmica com as bexigas foi muito bem aceita e gerou, inclusive, um momento de descontração para eles”, afirmou a professora Flávia do Amaral.

O projeto foi planejado para levar à população idosa, através de diversas atividades, formas de se sentirem melhor no seu cotidiano, com foco na saúde e independência nas atividades diárias de cada um deles. O trabalho realizado visa reduzir as dificuldades apresentadas pelos idosos no cotidiano, de forma lúdica e prazerosa, desenvolvendo capacidades como resistência cardiorrespiratória, flexibilidade, força e resistência muscular localizada, proporcionando uma qualidade de vida mais saudável, com serenidade e menor grau de esforço.

Projeto da Fundação José Carlos da Rocha chega a lar de Lorena

Os idosos da Vila Vicentina Sagrada Família, de Lorena, conheceram em janeiro o projeto Arte Experiente da Terceira Idade, desenvolvido pela professora da Fundação José Carlos da Rocha, Letícia Godinho. Colagens e pinturas com a temática do Carnaval levaram os idosos a entrarem no clima da folia por meio da arte.

“Os novos alunos do projeto foram muito receptivos às atividades, houve grande envolvimento e engajamento. Já neste primeiro momento, podemos perceber a arte começando a transformar a realidades destes idosos”, afirmou a professora.

O projeto Arte Experiente da Terceira Idade usa de linguagens artísticas, predominantemente plásticas, de símbolos, metáforas e de forma geral da criatividade em processos terapêuticos. Favorece, por meio da estimulação da expressão e do desenvolvimento da criatividade, a coordenação motora, a liberação de emoções, de conflitos internos, de imagens perturbadoras do inconsciente, o contato com ansiedades, conteúdos reprimidos, medos, processo de individuação e equilíbrio físico, mental e espiritual.

Você conhece a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa?

No mês de fevereiro, em um dos serviços de utilidade pública, a Fundação José Carlos da Rocha explica sobre a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, que é um documento disponibilizado pelo Ministério da Saúde, como parte de uma estratégia para o acompanhamento da saúde da população idosa.

O que é?

  • É um instrumento para o acompanhamento da saúde de nossa população idosa;
  • Disponibiliza informações para planejamento de ações em saúde;
  • É um documento que a pessoa idosa deve carregar sempre consigo.

Para que?

  • Propicia um levantamento periódico de determinadas condições do individuo idoso e de outros aspectos que possam interferir no seu bem-estar;
  • Identifica sinais de risco e prioriza as ações de recuperação, de promoção e de atenção;
  • Auxilia na identificação das pessoas idosas frágeis ou em processo de fragilização.

Onde obter?

  • Nas unidades de saúde – Clínicas da Família, Centros Municipais de Saúde, Policlínicas etc.

Quando Preencher?

  • No momento da realização da visita domiciliar, onde haja um morador com 60 anos ou mais;
  • Na unidade de saúde (grupo, consulta, sala de acolhimento, sala de espera…)

Como?

  • O preenchimento da Caderneta de Saúde se dá a partir da própria fala do indivíduo;
  • É importante resguardar a privacidade das informações;
  • Responder à vontade para citar o que lhe for conveniente.

Dança de salão diminui efeitos do envelhecimento

Os residentes do lar São Vicente de Paulo têm acesso a vários projetos da Fundação José Carlos da Rocha. Uma das iniciativas que os idosos mais gostam é a aula de dança desenvolvida pelo professor Alexandre Botelho.

Responsável para aplicação de dança de salão aos vovôs e vovós do lar, o professor explicou que o exercício minimiza os efeitos do envelhecimento nos indivíduos da terceira idade. “A dança ajuda a garantir a independência funcional por meio da manutenção da sua força muscular, principalmente de sustentação, equilíbrio, potência aeróbica, movimentos corporais totais e mudanças do estilo de vida”, afirmou. Ainda segundo ele, com isso os idosos ganham mais vitalidade para o dia a dia.

Outro ponto destacado por Alexandre Botelho é o aspecto social, que gera alegria e facilita a convivência entre os residentes. “Além de exercitar o corpo, a agilidade e coordenação motora, os vovôs e vovós também exercitam a mente, a atenção, a concentração e a memória, diminuindo o estresse e a ansiedade, além de melhorar a autoestima. Esse é um dos objetivos da Fundação José Carlos da Rocha dentro dos lares”, finalizou.

Idosos de Pinda e Taubaté fazem pinturas com temas de carnaval

Grupos de idosos da Casa do Ancião Luiza de Marilac, de Taubaté, e do Lar Irmã Terezinha, de Pindamonhangaba, estão confeccionando máscaras, pintando desenhos e acessórios sobre carnaval. A atividade faz parte das aulas do projeto Arte Experiente da Terceira Idade, desenvolvido pela professora Letícia Antunes de Moura Godinho, da Fundação José Carlos da Rocha, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

Segundo ela, os residentes estão animados com os desenhos de carnaval, pois aliam a linguagem artística e plástica com o elemento festivo, que é o carnaval. “Em todas as aulas temos uma grande interação e envolvimento deles, mas em algumas datas, como Carnaval e Natal, por exemplo, sentimos que mexe com a emoção dos idosos. Isso aumenta o animo para participar dessas ações e reflete diretamente na felicidade”, avaliou.

Ela explicou que o sentimento está diretamente ligado às lembranças da juventude, e que a arte terapia auxilia nessa questão, buscando favorecer a expressão emocional, das vivências internas, das elaborações do pensamento. “Procuramos ocupar melhor o tempo dos idosos, incentivando a socialização, por meio do diálogo entre os participantes do grupo. Com isso, mostramos que o envelhecimento não impede o indivíduo de aprender, criar ou mesmo descobrir aptidões nunca manifestadas ao longo da vida. Os desenhos de carnaval, por exemplo, fazem parte deste processo e estamos conseguindo proporcionar o prazer da produção artística e a alegria de todos”, finalizou.

Leis para pessoas idosas poderão ser criadas e aplicadas com mais rapidez

A proteção ao idoso no rol de matérias de competências da União foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no fim de 2019. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 81/2015, que inclui a proteção ao idoso no rol de matérias de competência concorrente da União, de estados e do Distrito Federal permite que todos os entes federativos possam legislar sobre determinado tema.

“A PEC delimitará as atribuições de cada ente federativo no cumprimento do dever estatal insculpido no art. 230, qual seja, o de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida”, disse o relator, senador Lasier Martins (Podemos-RS).

Na justificação da proposta, o autor, senador Wellington Fagundes (PL-MT), afirma que o objetivo é que todo e qualquer assunto referente ao idoso possa ser tratado pela União, em âmbito nacional, e pelos estados, residualmente.

Em linhas gerais, isso faz com que as leis em favor da pessoa idosa possam ser criadas e aprovadas mais rapidamente, facilitando a busca por qualquer melhoria aos idosos.

Fonte: Agência Senado

Residentes de São Luiz fazem aulas de alongamento e aquecimento articular

Cerca de 20 idosos da Vila São Vicente de Paulo, em São Luiz do Paraitinga, estão participando das aulas de alongamento e de aquecimento articular, desenvolvidas pelo professor Ricardo Rodrigues, da Fundação José Carlos da Rocha.

O objetivo é fazer os idosos alongarem o corpo e, com isso, conseguirem mais mobilidade para a execução das tarefas do dia a dia. Isso porque os músculos tendem a atrofiar com o passar dos anos – reduzindo a capacidade de movimentação. Com alongamento, o corpo pode preservar as condições naturais dos músculos e mantê-los em boas condições por mais tempo.

Da mesma forma, segundo o professor, o aquecimento articular proporciona a elevação da temperatura corporal, especialmente das articulações, gerando vários benefícios para o corpo. Com a regularidade dos exercícios, é possível fortalecer as articulações e evitar leões e dores na execução dos movimentos.

Além dos movimentos somente com o corpo, o professor utiliza bolas grandes e pequenas para a aplicação dos exercícios. Ricardo Rodrigues disse que os idosos se demonstram animados e muito participativos durantes as aulas. Ainda de acordo com ele, novos exercícios e formas de aplicação devem ser usadas a partir dos próximos meses.

Idosos devem redobrar os cuidados durante o verão

Com as temperaturas elevadas do verão, os idosos devem redobrar os cuidados para evitar problemas de saúde comuns nesta época do ano, como a desidratação e a hipertermia, que é o aumento da temperatura corporal devida ao calor externo.

Com o processo de envelhecimento, a quantidade de água no corpo do idoso diminui assim como a sensação de sede e a capacidade de transpiração. A maior exposição ao calor pode levar à desidratação, e o indivíduo pode perder sais minerais. Por isso, é importante não só beber líquidos, mas também consumir legumes, frutas e verduras para repor os sais perdidos na transpiração.

Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, entre os sinais de que o corpo está desidratado estão lábios e língua secos e redução da quantidade de urina. Também podem ser observadas alterações como confusão mental, dor de cabeça, tonturas, fadiga e mal-estar. De acordo com a entidade, sintomas de alerta para hipertermia são contraturas musculares, náuseas, vômitos, dor de cabeça, fraqueza, tonturas e até mesmo convulsões.

O presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Carlos André Uehara, explica que uma das complicações decorrentes do calor é a pressão cair repentinamente, o que aumenta o risco de quedas e traumas, que podem ser muito sérios em idosos.

Entre as recomendações, o médico geriatra aponta tomar água e sucos pelo menos um litro por dia, alimentação leve e atenção redobrada com os alimentos que podem se deteriorar mais rapidamente e levar a uma intoxicação alimentar, com diarreia e vômitos que pioram o quadro de desidratação.

Para Uehara, os idosos que têm o hábito de fazer atividades ao ar livre devem preferir os horários com temperatura mais amenas, usar protetor solar e bonés.

O geriatra lembra ainda que pacientes que usam diuréticos e os que consomem cafeína e bebida alcoólica, que aumentam a quantidade de urina, também devem ficar atentos aos sinais para uma possível desidratação. “É importante perceber os sinais do nosso corpo”, disse.

 

Fonte: EBC – Agência Brasil