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Porta-retrato é recurso para estimular autoestima de idosos em Jacareí

O Dia do Idoso, que será comemorado em 1º de outubro, se aproxima, e a equipe da Fundação José Carlos da Rocha está desenvolvendo uma ação com idosos do Lar Frederico Ozanam e da Associação Humanitária Amor e Caridade, de Jacareí, com o objetivo de desenvolver a autoestima, por meio da confecção de um porta-retrato.

Todo o processo é realizado pelo idoso, desde a colagem do papelão ao rolo de papel higiênico, que serão a base do produto, até a pintura e decoração. “A ideia é desenvolver a noção de valor na capacidade de ainda conseguir fazer algo. A utilização do rolo de papel higiênico como reciclagem dá noção de reinvenção, se reinventar para a vida. Isso tudo no campo simbólico. Muitos eram marceneiros, cozinheiros e faziam algo, e eles perderam esse valor”, explica a arteterapeuta Letícia Guimarães.

Letícia completa que a atividade também tem o intuito de promover o relaxamento dos participantes. “Eles estão pintando o porta-retrato de uma só cor. Quero tirá-los da obrigação de fazer algum desenho, para se concentrarem na leveza e fluir do pincel e da tinta, de forma muito relaxante.”

As fotos que serão colocadas no porta-retrato foram feitas pela fotógrafa Hanna Magnussen, também prestadora de serviço da Fundação José Carlos da Rocha. São fotos profissionais, produzidas de forma a valorizar ainda mais a imagem de cada idoso.

“A gente coloca no retrato alguém que a gente valoriza. Essa iniciativa promove uma autovalorização. Também tem uma forma de proteção, porque moldura forma proteção amorosa, relacionada a acolhimento”, afirmou a arte-terapeuta.

Eu Ainda Quero realiza sonhos de idosos de São Carlos

Os residentes do Abrigo de Idosos Helena Dornfeld, de São Carlos-SP, expressaram seus desejos na lousa do projeto Eu Ainda Quero no mês de setembro, e estão aguardando a realização dos sonhos.
Quem puder colaborar, deve entrar em contato diretamente com o lar, na rua Venezuela, 101, Vila Brasília, ou entrar em contato pelo telefone (16) 3416-1567 ou pelo whatsapp (16) 99333-3408 ou pelo e-mail abrigosenitude@gmail.com.
Existem desejos variados, desde ganhar relógio, rádio, tratamento dentário, até jogo de dominó, esmalte, bijuterias e esmalte e árvore de Natal.
O projeto Eu Ainda Quero, da Fundação José Carlos da Rocha, tem realizado o sonho de centenas de idosos, desde 2016 – quando foi criado.
Por meio de uma lousa, os idosos escrevem o que desejam e os voluntários (pessoas físicas e jurídicas) trabalham para que a vontade expressada pelos idosos seja concretizada.
Há sonhos simples e outros mais complexos. No entanto, com força de vontade e ajuda de todos, muitos dos desejos dos idosos já foram atendidos. Confira na galeria e escolhe qual sonho você pode realizar.

Arteterapia utiliza mosaico e colagem em atividade com idosos

A elaboração de mosaicos com cascas de ovo foi a atividade levada pela arteterapeuta da Fundação José Carlos da Rocha, Letícia Guimarães, aos idosos da Associação Humanitária Amor e Caridade, de Jacareí.

A proposta foi a colagem dos pedacinhos das cascas de ovos sobre imagens coloridas diversas, como de flores e borboletas, formando mosaicos. Em primeiro momento, a atividade promoveu superação e diversão, mas os benefícios vão além, conforme explica Letícia: “A proposta do mosaico é muito utilizada com pessoas idosas já que traz o reordenar algo que foi quebrado, modificado, lembrando que é necessário se reinventar diante dos desafios apresentados pela vida”.

Também em Jacareí, no Lar Frederico Ozanan, a proposta foi colagem com figuras de pessoas, animais e natureza, retiradas de páginas de revistas.

“A colagem cria afeto, estrutura e dá segurança. A imagem de revista foi escolhida pois não existe imagem feia, todas as figuras são bonitas, fazendo com que o resultado estético do trabalho satisfaça o participante”, explicou Letícia.

Além do ato de colar, o fato de verem imagens diferentes, seja de paisagens ou animais, também trouxe benefícios. “Percebemos que muitos ficaram olhando as revistas, olhando por diversas vezes as figuras, o que é muito interessante porque muda as imagens que eles estão acostumados a ver. Isso traz contentamento, bem-estar”, completou a arteterapeuta.

 

No ritmo do bicentenário da Independência, idosos colorem a bandeira do Brasil

A arteterapeuta Letícia Godinho, da Fundação José Carlos da Rocha, vem realizando atividades de pintura com temas nacionais para os idosos do Lar São Vicente de Paulo, Em Pindamonhangaba, na Casa do Ancião Luiza de Marillac, em Taubaté, nas últimas semanas.

Em virtude do bicentenário da Independência do Brasil, que foi comemorado dia 7 de setembro, a maior parte das pinturas e desenhos desenvolvidos com os idosos trataram do assunto.

De acordo com ela, em Taubaté os idosos coloriram a bandeira do Brasil; em Pinda, além e colorir, ainda houve a colagem de papeis dourados sobre o losango. “Foi muito importante para eles esse trabalho sob o aspecto da coordenação motora e também para exercitar a memória, e aumentar a concentração. Eles se concentraram na atividade e falaram muito sobre o Brasil, as cores da bandeira, os desfiles cívicos, o hino. Se lembraram de quando eram crianças e de como era o Brasil no passado”, explicou Letícia.

Operação nacional de combate a crimes contra idosos vai ate dia 23 de setembro

Acontece em todo o país uma operação de combate a crimes contra idosos. É a terceira edição da operação ‘Vetus’, que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e conta com a atuação da Polícia Civil dos 26 estados e do Distrito Federal.

A operação vai até o dia 23 de setembro e prevê ações como a apuração de denúncias e ações educativas e de fiscalização em instituições de longa permanência para idosos, os antigos asilos. Também estão sendo cumpridos mandados de prisão, de busca e apreensão e solicitação de medidas protetivas de urgência.

Nas duas primeiras edições da operação policial foram atendidos mais de 31 mil idosos vítimas de violência e quase mil pessoas foram presas.

De acordo com uma cartilha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a violência contra os idosos pode ser visível, que se caracteriza por lesões e até mesmo a morte; e pode ser também invisível, quando provoca sofrimento e traumas psicológicos.

As denúncias de violência contra idosos podem ser feitas pelo disque 100 e 180 ou no aplicativo de celular Direitos Humanos Brasil. Qualquer pessoa pode também procurar Delegacias Especializadas na Proteção ao Idoso.

Dia do Cuidador de Idosos: por necessidade familiares ocupam a função

Eles cuidam por amor e muitos fazem disso uma profissão. Estamos falando dos Cuidadores de Idosos, que tem um dia dedicado a eles, 20 de março.

Para ajudar a traçar um perfil desses trabalhadores, o Instituto Lado a Lado Pela Vida realizou um estudo com mais de 2,5 mil cuidadores de idosos de todo país entre 2020 e 2021.

O levantamento revela que 90% dos entrevistados assumiram a função de cuidador por necessidade, pelo parentesco ou falta de condições financeiras. São chamados de cuidadores familiares. Entre eles, 80% não têm cursos na área de saúde e a maior parte deles têm mais de 60 anos de idade.

A presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira ressalta que são idosos cuidando de idosos. ” De seis em cada dez cuidadores familiares você tem 27% que tem menos de 50 anos, o restante é tudo com mais de 60 anos.”

As mulheres são maioria entre os cuidadores familiares: 83%. Entre os profissionais o percentual é ainda maior: 91%.

O estudo também revela que cerca de 40% dos profissionais acreditam que a ocupação é totalmente desvalorizada. E isso levou quase metade dos cuidadores a pensar em desistir da profissão e outros 3% optaram por outro segmento.

A sobrecarga no trabalho é outro fator apontado no levantamento, já que um em cada cinco cuidadores disse ter insônia e 48% sofrem com estresse. Por isso, Marlene Oliveira pede para que a sociedade cuide de quem é cuidador.

A pesquisa sobre os cuidadores de idosos revelou ainda que mais da metade deles, tanto os familiares quanto os profissionais, moram na região sudeste e cerca de 20% no sul do país.

Fonte: Agência Brasil EBC

Agosto, mês do folclore, foi marcado por atividades temáticas nos lares

Agosto é o mês do folclore e o tema foi escolhido para a realização de diversas atividades com os idosos residentes nos lares atendidos pela Fundação José Carlos da Rocha.
No Lar São Vicente de Paulo, em Pindamonhangaba, houve utilização das músicas folclóricas para uma aula de ritmos que mexeu com o corpo e com as emoções de vovôs e vovós.
“Teve uma adesão grande, foram mais de 30 idosos. Muitos começaram a lembrar outras cantigas, eles mesmos puxavam, o que estimulou bastante a lembrança de tempos passados, em um trabalho de bastante estímulo cognitivo”, afirmou Flávia do Amaral, professora da Fundação José Carlos da Rocha.
No Vila Vicentina Sagrada Família, em Lorena, foram exploradas brincadeiras como gato mia, passa-anel e batata quente, além de música, momento em que houve cantoria de cantigas folclóricas. “Eles adoraram o gato mia e entraram na brincadeira. Por alguns momentos notava-se o retorno à fase de criança. Trabalhou-se a interação social, a memória afetiva, a criatividade, o ritmo”, explicou Flávia.
Também em Lorena, na Vila Vicentina, a professora Dulce ministrou aulas sobre o folclore brasileiro.
Em Jacareí, no Lar Frederico Ozanam, o saci foi o personagem escolhido pela arte-educadora Letícia Godinho para a realização de atividade de dobradura. Os idosos também participaram de brincadeiras e relembraram as músicas do folclore.
“Os idosos estavam muito tristes devido à perda de uma senhora muito querida de todos. Em parceria com a psicóloga, fizemos a atividade e percebi que eles gostaram muito das brincadeiras do ‘o que é o que é’. Vi gradativamente seus semblantes mudarem e quando parei eles queriam mais”, contou Letícia.
A pintura de desenhos com o tema do folclore foi a atividade escolhida por Letícia para aplicar junto ao idosos da Casa do Ancião Luiza de Marillac, em Taubaté.
No Centro de Convivência Amélia Ozanam, em Tremembé, o professor de dança Alexandre Botelho explorou ritmos folclóricos em rodas de cirandas e envolveu idosos e idosas com alegria e empolgação.
Teve ainda oficina de brinquedos folclóricos no Lar Vicentino de Caçapava, sob a supervisão do professor Breno Antunes.

Arte desperta habilidades e socialização entre idosos de Jacareí

A realização de atividades de arteterapia com idosos do lar Frederico Ozanam e da Associação Humanitária Amor e Caridade, de Jacareí, promoveu estímulo a habilidades motoras e a socialização.

Os exercícios envolveram colagem de botões em imagens impressas de ferramentas e a construção de casinhas com blocos de madeira. O envolvimento e as respostas dos idosos surpreenderam a arteterapeuta Letícia Guimarães, da Fundação José Carlos da Rocha.

“No Frederico Ozanan, consegui registrar algumas cenas especiais como a dona Cidinha fazendo toda ferramenta sozinha, e ela fez duas. Dona Terezinha, que nunca retornou nenhuma fala minha, respondeu a atividade de construção de casa e surpreendeu a todos nós. Já na Associação Humanitária, seu Constantino não só participou como, mesmo com toda dificuldade, escolheu cuidadosamente as cores que queria. Seu Vicente fez uma casa que tinha até caixa d’água e ensinou o Seu Benedito a fazer a atividade”, contou Letícia.

A arteterapia é uma das iniciativas levadas pela Fundação José Carlos da Rocha aos 14 lares atendidos em diversas cidades do estado de São Paulo.

Evento celebra “Homens Incríveis” do Lar São Vicente de Paulo, em Pindamonhangaba

Em comemoração do Dia dos Pais, idosos residentes no Lar São Vicente de Paulo foram homenageados com um evento que teve apoio da Fundação José Carlos da Rocha.

O tema “Homens Incríveis” foi escolhido para que aqueles que não tiveram filhos, mas também foram cuidadores de sobrinhos ou irmãos, por exemplo, também se sentissem contemplados.

Cada vovô recebeu de presente do lar um relógio de mesa personalizado com o tema da festa, que teve apresentação da Escola de Dança Gorette Von Gal, além de um painel para que eles pudessem tirar fotos e eternizar o momento.

“Foi muito gratificante ver o envolvimento e a alegria deles em participar do evento. Muitos deles estavam arrumados com trajes de festa. É maravilhoso vê-los felizes e cheios de vida”, afirmou a arte-educadora da Fundação, Letícia Godinho.

Culinária é ferramenta de trabalho de estímulo à coordenação motora e memória

O preparo de docinhos de leite em pó envolveu os idosos do Lar Vicentino de Lagoinha numa tarde divertida e cheia de sabor. A ação foi desenvolvida na última semana pelos professores de educação física da Fundação José Carlos da Rocha, Flávia do Amaral e Breno Antunes Ribeiro.

Por trás do divertimento e do agrado ao paladar, a atividade visava promover benefícios à saúde física e mental dos idosos, que envolvem estímulo à motricidade fina e aos cinco sentidos, integração social, memória sensorial e relaxamento.

À medida que ajudavam a modelar os docinhos, vovós e vovôs resgataram lembranças de momentos em que preparavam seus alimentos junto às suas famílias, opinavam sobre o preparo, socializavam com prestadores de serviço, além de exercitarem a criatividade.

“O resultado foi bem positivo, foi uma atividade diferente. Foi muito legal essa interação entre eles, com a gente, e o fato de eles comerem o alimento que eles mesmos fizeram. Foi bem gratificante e produtivo”, afirmou Flávia.