Categoria Notícias

Zumba gold é destaque entre vovós do ‘Amélia Ozanam’

As vovós do Centro de Convivência Amélia Ozanam, em Tremembé, estão aproveitando as aulas de zumba gold da professora Vivian Puppio Mantovani, da Fundação José Carlos da Rocha.

O programa zumba gold foi criado especialmente para pessoas da terceira idade, no entanto mantém a essência da zumba tradicional, propondo atividades físicas com coreografias.

De acordo com a professora um dos pontos positivos do programa é que embora existam algumas modificações, como a diminuição no impacto das articulações e coreografias mais simples, ele consegue manter animação da aula tradicional.

“Desse modo, a aula não se torna nem um pouco vagarosa e, mesmo tendo os ritmos iguais da zumba, ela não pressiona a coluna, o quadril e as articulações de maneira geral. A proposta é realizar movimentos que transfiram peso sem que haja impacto, trabalhando a região abdominal que estabiliza o corpo e focando na amplitude de movimento, coordenação motora e equilíbrio”, explicou Vivian.

Ainda segundo ela, a proposta com ritmos mais lentos e fáceis de serem executados também pode ser aplicada em pessoas mais jovens que tenham mobilidade reduzida ou indicação para evitar impacto nas articulações.

Para a aula com as idosas do Centro de Convivência Amélia Ozanam, Vivian tem apostado nos ritmos da Bossa Nova, ou seja, com músicas mais lentas e que ainda trazem lembranças positivas às vovós.

Balanço do Disque 100 registra aumento de 13% em denúncias de violações contra a pessoa idosa

Serviço oferecido pelo MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) recebeu 37.454 denúncias de violações contra a pessoa idosa em 2018. Divulgados dia 11 de junho, os números representam um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

“Mesmo com o aumento das denúncias recebidas pelo Disque 100, a violência contra essa população é pouco reconhecida. Precisamos tratar as pessoas idosas com respeito. O legado delas para este país é grandioso”, afirma a ministra Damares Alves.

Segundo o relatório, em se tratando de violações contra idosos no contexto intrafamiliar, pode-se dizer que há uma relação desigual de poder que se expressa contra a integridade física, psicológica, o direito à renda, às finanças e até mesmo a violação da sexualidade.

Para o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do MMFDH, Antonio Costa, a violência contra a pessoa idosa vai muito além dos maus-tratos, pois inclui também a violência do abandono, a violência financeira e a não inclusão na sociedade.

“Nesse sentido, estamos engajados no enfrentamento a esses tipos de violência desde o início de nossa gestão. O Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável tem o propósito de resgatar a autoestima, conscientizar a pessoa idosa no âmbito da educação financeira e dos direitos a ela inerentes, afirma.

Ainda neste âmbito, o secretário destaca também a realização da Campanha Junho Lilás e o “Seminário Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa: das ações às omissões”, em alusão ao Dia Internacional de Conscientização e Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, lembrado em todo o mundo no dia 15 de junho.

“A Campanha e o Seminário têm o objetivo de abordar medidas para prevenir e identificar situações de violência, negligência e abuso contra os idosos. Experiências e boas práticas serão compartilhadas, com contribuições para uma proposta de protocolo de atenção”, explicou o secretário.

Mediante parceria com as prefeituras municipais, o Programa Viver – Envelhecimento Ativo e Saudável visa a otimização de oportunidades para inclusão digital e social, assegurando a participação da pessoa idosa, com a finalidade de elevar a qualidade de vida. As ações incluem as áreas da tecnologia, educação, saúde e mobilidade física.

“O Programa busca alcançar o aumento da confiança e da autoestima para o desenvolvimento das próprias habilidades; a redução da depressão e da solidão; a ampliação do acesso à informação, da comunicação e da interação social entre familiares e amigos, além de possibilitar maior longevidade com qualidade de vida”, acrescenta Antonio Costa.

Dados do Disque 100

O balanço de 2018 informa que 52,9% dos casos de violações contra pessoas idosas foram cometidos pelos filhos, seguidos de netos (com 7,8%). As pessoas mais violadas são mulheres com 62,6% dos casos e homens com 32%, sendo eles da faixa etária de 71 a 80 anos com 33% e 61 a 70 anos com 29%. Das vítimas 41,5% foram declarados brancos, pardos 26,6%, pretos 9,9%, amarelos com 0,7% e indígenas 0,4%. Sendo a casa da vítima o local com maior evidência de violação, 85,6%.

As violações mais constatadas são negligências (38%), violência psicológica (humilhação, hostilização, xingamentos etc) com 26,5%, seguido de abuso financeiro e econômico/violência patrimonial que envolve, por exemplo, retenção de salário e destruição de bens com 19,9% das situações. A quarta maior recorrência se refere à violência física, 12,6%. Importante frisar que, em sua maioria, as denúncias são tipificadas com mais de um tipo de violação, ou seja, uma mesma vítima pode sofrer várias dessas violações apresentadas.

Outro dado relevante é que mais de 14 mil vítimas declararam ter algum tipo de deficiência. Dessas, 41,6% tem alguma deficiência física e 37,6% deficiência mental, seguidos de deficiência visual com 11,5% e deficiências intelectual e auditiva, com 4,6% e 4,4%, respectivamente.

 

Fonte: Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

‘Irmã Terezinha’ segue tradição com Festa Junina para idosos

Uma das festas mais populares e tradicionais do calendário brasileiro, a Festa Junina é um dos eventos que mais anima os vovôs e vovós de lares que recebem atividades diretas da Fundação José Carlos da Rocha.

Na primeira semana de junho, os idosos do Lar Irmã Terezinha, em Pindamonhangaba, se divertiram na festa organizada pela instituição em parceiria com apoiadores e com a Fundação José Carlos da Rocha.

Os vovôs e vovós vestiram roupas típicas e participaram e várias atrações, como gincanas, música e danças. As dependências do lar estavam decoradas com bandeirolas, balões e outros itens. A festa estava muito animada e também contou com pratos típicos e até correio elegante.

Um dos destaques foi a Dança de Quadrilha, organizada pelo professor Alexandre Botelho, da Fundação José Carlos da Rocha. Segundo ele, os vovôs e vovós aproveitaram para dançar e se divertir ao som das músicas que agitam as festas em celebração a São João, Santo Antonio e São Pedro.

Brasil se inspira no Uruguai para adotar políticas para idosos

Idosos na região central de Brasília-DF. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil

Deputadas brasileiras viajaram para o Uruguai, o país mais envelhecido da América Latina, para conhecer iniciativas e políticas públicas de atenção às pessoas idosas. Lídice da Mata (PSB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, está em Montevidéu, acompanhada das deputadas Leandre (PV) e Tereza Nelma (PSDB).

No início de junho de 2019, as parlamentares cumprem uma agenda de compromissos e reuniões com autoridades e instituições especializadas em cuidados de idosos.

“A iniciativa da viagem se deu na Comissão (de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa) pela necessidade que tínhamos de conhecer e poder aprofundar a nossa política de cuidados com o idoso em nosso país. Temos informações de que, no Uruguai, há uma política sendo desenvolvida com este objetivo. Como nós pretendemos fazer um seminário internacional ainda este ano, para debater a questão na Câmara dos Deputados, viemos até o Uruguai para conhecer a sua experiência”, afirmou Lídice da Mata.

Para a deputada Leandre, o modelo que o Uruguai adota nos cuidados com a população mais velha, pode servir de inspiração para o Brasil. “O que nos chamou atenção, aqui no Uruguai, é que é uma política instituída por lei, então ela tem continuidade. É um modelo que eu acredito que a gente pode ter como referência, talvez não em sua totalidade, mas muitas coisas dá para aproveitar e adaptar”.

Leandre ressaltou a relevância da política dos cuidadores cadastrados, existente no Uruguai. No país, os cuidadores de idosos recebem formação do Estado, em cursos realizados nas universidades, e integram um cadastro nacional.

A brasileira Teresa Cunha, 63 anos, é jornalista aposentada e cuidadora de idosos. Ela afirmou que a criação de um cadastro de profissionais vinculados ao Estado seria uma iniciativa interessante.

“Tendo um cadastro ficaria mais fácil de conseguir que idosos carentes fossem atendidos por profissionais capacitados para entender suas necessidades. É importante que algumas regras tenham que ser cumpridas, que a pessoa tenha pelo menos ensino fundamental completo, saiba ler, escrever, e que passe pelas disciplinas de cuidados básicos da pessoa acamada. Saber como ler uma receita médica, ligar para um familiar, ajudar a usar uma comadre, trocar fralda, dar banho em cima da cama, são cuidados mínimos”, afirma.

Lídice da Mata ressaltou que no Uruguai há uma política clara de formação de cuidadores. “Essa política é feita pela universidade, mesmo não sendo uma graduação, e é fiscalizada e preparada pela universidade. No Brasil, há formações diferentes, sem um currículo básico e sem centralidade”.

Para Leandre, o cadastro serviria também como fonte de emprego e renda. “A partir do momento que eu faço uma transferência de renda como essa, eu oportunizo, inclusive, vagas de emprego. Hoje, temos 13 milhões de desempregados. Muitas dessas pessoas poderiam assistir aqueles que precisam”.

Cuidador de idosos

No mês passado, dia 21 de maio, o plenário do Senado aprovou o projeto de lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos, crianças e pessoas com deficiência ou doenças raras. O projeto agora vai para sanção presidencial.

Para a deputada Tereza Nelma, o que falta no Brasil é um programa voltado para essa população. “O Estado não assume esse papel (de cuidados com o idoso). No Brasil, o idoso ainda é visto como o aposentado, a pessoa que está ali para cuidar dos netos”, defende a deputada, que relembra que 13% da população brasileira é de idosos, um total de 28 milhões de pessoas. “Não é mais um país de estudantes, é sim um país de pessoas idosas”, afirma.

Complexo de Peter Pan

“Em diversas culturas, o idoso tem um papel social. No Brasil, provavelmente porque durante muitos anos tivemos uma população majoritariamente jovem, uma população de milhões, nós criamos um complexo de Peter Pan. O complexo de que seríamos jovens a vida inteira. Agora, enfrentamos esse novo desafio, de uma população idosa, que não tem a cultura do respeito, da proteção dos seus idosos. Em uma tribo indígena brasileira, ou de qualquer outro canto do mundo, os idosos têm o seu papel, em geral são os sábios da tribo. A nossa população, com as dimensões do crescimento capitalista no mundo, vê o idoso como um peso”, afirmou Lídice da Mata.

Leandre disse que é um problema cultural. “No Brasil, a pessoa idosa é relacionada a tudo o que é velho, sem serventia. Esse é o principal problema. A ideia de viver muitos anos agrada a todo mundo, mas a ideia de ficar velho não agrada a ninguém. As políticas públicas andam em passos lentos e a sociedade parece ignorar completamente o assunto. Na medida em que a pessoa vai perdendo suas capacidades funcionais, sua autonomia, ela começa a ficar invisível. Aí a gente precisa do papel do Estado pois a família não dá conta”.

A cuidadora Teresa concorda. “Falta uma cultura de educação e respeito pelos idosos. Nas filas dos supermercados, nos ônibus, eu sou uma exceção, pois exijo meus direitos (atendimento prioritário e assentos preferenciais). Mas o que vejo, nos ônibus, é que os velhos ficam em pé e os jovens ficam sentados, usando o celular, e não cedem lugar”.

Segundo a ONU, em 2050 o número de pessoas com 60 anos ou mais vivendo na América Latina e Caribe deve chegar a 200 milhões, o que representa 26% da população. Atualmente, são 73,5 milhões de idosos na região.

 

Fonte: Agência Brasil

Vovós de Taubaté têm dia de passeio no parque e piquenique

Um grupo de vovós da Casa do Ancião Luiza de Marillac passou um dia no Horto Renato Correia Penna, em Taubaté, no início de junho.

A iniciativa faz parte do projeto Viva Bem, desenvolvido pela professora Flávia do Amaral, da Fundação José Carlos da Rocha.

As idosas gostaram muito de atividade ao ar livre pelo parque, que possui mais de 30 mil m² de área e proporciona intenso contato com a natureza. Elas ficaram encantadas com a variedade da fauna e flora da unidade, reunindo ervas medicinais e árvores históricas como o pau-brasil e os ipês, além de mini-zoologico com gansos, araras, tucanos, patos, sabiás, garças, galinhas da angola, e outros animais como macacos, capivaras, quatis e pavões.

De acordo com a professora Flávia do Amaral, além do tradicional passeio e de um piquenique, as vovós também praticaram exercícios físicos e alongamento à beira do lago.

O passeio foi realizado em parceria pela Fundação José Carlos da Rocha e pela Casa do Ancião Luiza de Marillac.

Coral de vovôs e vovós abre semana e enfrentamento à violência contra idoso

Pelo segundo ano consecutivo, o coral desenvolvido pela Fundação José Carlos da Rocha com residentes do Lar São Vicente de Paulo vai participar da abertura da Semana de Enfrentamento à Violência Contra o Idoso de Pindamonhangaba.

A apresentação do grupo vai ocorrer dia 8 de junho (sábado), às 9 horas, na Praça Monsenhor Marcondes. O coral, que faz parte do projeto Viva Bem, é desenvolvido pela professora Flávia do Amaral e estará apto para cantar até cinco canções da Música Popular Brasileira, além de músicas ligadas à festa junina. “Uma ideia é aproveitar a época, de festa junina, e cantar Asa Branca e outras canções ligadas o tema. Mas, além disso, eles estão aptos a dezenas de outros sucessos da Música Popular Brasileira”, disse.

Segundo ela, são quase dois anos de trabalho neste projeto. “Fizemos várias apresentações desde o início do coral dos idosos em espaços abertos e fechados. Os vovôs e vovós gostam bastante e estão ansiosos para mais este evento”, explicou a professora.

Além do coral, membros da Fundação José Carlos da Rocha também vão destacar a importância das ações voltadas para amparo, proteção e cuidados com os idosos.

 

Festa Junina anima vovôs e vovós no ‘São Vicente de Paulo’

A Fundação José Carlos da Rocha seguiu a tradição e participou da Festa Junina do Lar São Vicente de Paulo, em Pindamonhangaba.

Os vovôs e vovós vestiram roupas típicas e participaram e várias atrações, como gincanas, música e danças. As dependências do lar estavam decoradas com bandeirolas, balões e outros itens. Grande parte do material de decoração foi confeccionado nas aulas das professoras Letícia Godinho e Flávia do Amaral – ambas da Fundação José Carlos da Rocha.

A festa estava muito animada, também com fogueira, pratos típicos e até correio elegante.

O ponto alto foi a Dança de Quadrilha, organizada pelo professor Alexandre Botelho, também da Fundação José Carlos da Rocha. Segundo ele, várias ‘casais’ foram formados e alinhados para a dança.

Um animador ditava as frases dos respectivos passos e ações e, em seguida, os participantes faziam os movimentos e coreografias estabelecidos pelo professor. “Olha a chuva!”, “Olha o formigueiro!”, “A ponte quebrou!”, “É mentira!”, dentre outras frases típicas e, obviamente, o principal da Dança de Quadrilha – que é o casamento.

Frente parlamentar vai defender direitos dos idosos

Foi lançada no fim de maio a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Idosos. O objetivo do novo colegiado, proposto pelo deputado Julio Cesar Ribeiro (PRB-DF), é promover políticas públicas relativas à defesa do idoso; acompanhar a tramitação de matérias que tratem do assunto correlato, fiscalizando o efetivo cumprimento das normas aprovadas pelo Congresso Nacional; e estimular a assistência ao idoso, propondo e analisando projetos que garantam a promoção e defesa dos direitos dos idosos.

O evento foi realizado no auditório Freitas Nobre em Brasília-DF.

 

Fonte: Agência Câmara Notícias 

Jogos ajudam idosos a exercitar a mente

Um projeto desenvolvido por alunos bolsistas de iniciação científica da UFF (Universidade Federal Fluminense) está ajudando a equipe médica da instituição a exercitar a mente e identificar doenças mentais em idosos. Para isso, os estudantes desenvolveram dois jogos cognitivos, no Instituto de Computação da UFF, na área de multimídia.

A ideia faz parte de um projeto mais amplo que envolve sistemas para auxiliar médicos a detectar doenças que, normalmente, ocorrem mais em idosos, como a demência e o Mal de Alzheimer, o chamado comprometimento cognitivo leve. Coordenado pela professora Débora Christina Muchaluat, o projeto criou os jogos MemoGing e Jogo do Stroop, que foram testados no ano passado em pacientes da médica geriatra Yolanda Boechat, no Hospital Universitário Antonio Pedro, e em idosos que semanalmente vão ao Campo do Gragoatá da UFF realizar atividades e que, a princípio, não têm queixas de falta de memória.

Reprodução Tv Brasil

Iniciada há cerca de um ano e meio, a pesquisa segue em desenvolvimento, integrando diversas mídias e envolvendo teoria digital, inclusive com a parte de efeitos sensoriais, disse Débora Christina à Agência Brasil. “A partir daí, surgiu a ideia de aliar essa nossa expertise em multimídia multissensorial, aplicando a novos exercícios cognitivos que pudessem auxiliar o tratamento dessas doenças relacionadas a problemas de memória”, disse a professora da UFF.

O MemoGing é um jogo de memória no qual o paciente compara figuras geométricas com outras que aparecem na tela do computador. Já o Jogo do Stroop contribui para as pessoas exercitarem o cérebro, na medida em que apresenta palavras em cores variadas para que o idoso diga qual é a cor que está vendo e não o significado da palavra.

Grau de dificuldade

Segundo Débora Christina, os testes mostraram que quanto mais idosa é a pessoa, mais queixas apresenta em relação à memória. Há mais dificuldade para acertar as perguntas do jogo. “Os resultados dos testes bateram, mais ou menos, com o que a gente encontra na literatura [médica]. Ou seja, os que têm mais idade demoram mais tempo para responder e têm mais dificuldade em acertar problemas relacionados à memória recente”.

A equipe da professora Débora quer usar esses jogos como uma espécie de auxílio ao tratamento, “com exercícios frequentes que as pessoas podem jogar para exercitar a memória e evitar uma perda maior de memória ao longo do tempo”.

O objetivo, a partir de agora, é integrar a esses jogos cognitivos efeitos sensoriais, que podem ser de luz, de calor, de frio, de vento, de água, e podem estimular outras percepções nos idosos. Essa estimulação, que os pesquisadores chamam de multimodal, pode estimular não só o sentido de audição e visão, mas também de olfato, de tato. “São outros sentidos que vão ser trabalhados de maneira conjunta”.

De acordo com a literatura médica, essa estimulação cognitiva multimodal pode trazer uma série de benefícios, ajudando, por exemplo, a reconstruir as redes neuronais e, futuramente, a recuperar até parte do que foi perdido no cérebro, restaurando essas conexões. “A ideia dessa parte multissensorial é a gente tentar ajudar que isso aconteça na prática, usando esses exercícios cognitivos multissensoriais”.

Efeito de aroma

Débora Christina pretende trabalhar agora no desenvolvimento de mais aplicações que tenham outros tipos de efeitos sensoriais, como o efeito de aroma, por exemplo. “A gente pode usar o efeito de aroma para ajudar a fixar essas imagens que foram apresentadas e que vão ser perguntadas logo em seguida se foram mostradas ou não”. A equipe já tem o equipamento exalador de aromas, o que permite prever que até o final do ano o novo jogo cognitivo poderá ser desenvolvido para aplicação em testes. “Esse é o próximo [jogo], que está no forno”.

A equipe do Instituto de Computação da UFF pretende também experimentar com o público idoso aplicações de realidade virtual. Com o uso de óculos específicos, os idosos poderão entrar no mundo virtual e também ter efeitos sensoriais, porque há mais variações de conteúdo que é apresentado ao usuário. “A gente pode mesclar as aplicações de realidade virtual com a ideia de uma sala de terapia multissensorial, a que a gente pretende chegar no futuro”.

Débora explicou que, com a realidade virtual, um psicólogo pode fazer exercícios cognitivos com o idoso e adotar diferentes artifícios para despertar sua memória. Por exemplo, o idoso pode pisar descalço em um chão de areia e, ao usar o óculos de realidade virtual, com aplicação de conteúdo de uma praia, se sentir mais imerso nesse conteúdo, porque lhe dá a sensação de que ele está mesmo em uma praia, sentindo o cheiro do mar. “Pode ser uma coisa bem interessante para estimular a parte cognitiva dos idosos, que é a nossa ideia original”, concluiu Débora Christina.

 

Fonte: Agência Brasil

Handebol adaptado melhora coordenação motora de idosos de Jacareí

Grupos de vovôs e vovós dos lares Frederico Ozanam e Associação Humanitária Amor e Caridade, ambos de Jacareí, estão participando de aulas de educação física com o professor Thiago Frederic de Melo, da Fundação José Carlos da Rocha.

Nas últimas semanas o professor está desenvolvendo aulas de handebol adaptado para os idosos cadeirantes. Para isso ele utiliza bolas mais leves e mini gol e forma ‘circuitos’ para disposição dos ‘jogadores’.

As regras são explicadas e, um a um, os idosos arremessam as bolas no gol. O exercício proporciona melhoria na coordenação motora e auxilia no aumento da concentração. Desde que a iniciativa passou a ser aplicada, os grupos estão mais dispostos para as atividades físicas e outros exercícios e ações do cotidiano.