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Em virtude da vacinação contra Covid-19, idosos serão imunizados contra influenza apenas em maio

Este ano, a vacinação contra o vírus influenza H1N1 em idosos vai ocorrer entre 11 de maio e 8 de junho. A data tardia em relação aos anos anteriores é devida à prioridade que o Ministério da Saúde estabeleceu para vacinação contra Covid-19 em idosos.

Atualmente, o grupo prioritário para imunização contra Covid-19 são os idosos e existe um período em que não devem ser tomadas os dois tipos de vacina: H1N1 e coronavírus.

A imunização contra influenza só poderá ser feita 14 dias antes ou após a vacinação contra coronavírus.

Os idosos dos lares atendidos diretamente pela Fundação José Carlos da Rocha já foram imunizados contra Covid-19. Assim, quando chegar a fase da vacina contra influenza, todos poderão receber normalmente.

Sobre prazo entre uma vacina e outra

Como existe um prazo mínimo recomendado entre as vacinas contra Covid-19 e H1N1, as pessoas que estão recebendo doses da Coronavac/Butantan não recebam a vacina contra influenza entre a primeira e a segunda dose contra Covid-19, pois esse intervalo é de até 28 dias e portando pode não respeitar o período recomendado de 14 dias entre a vacina contra um vírus e outro.

Assim, esse grupo poderá receber a vacina contra influenza 14 dias antes da primeira dose contra coronavírus ou 14 dias após a segunda dose.

No caso das pessoas que estão sendo imunizadas contra Covid-19 com a AstraZeneca/Oxford/FioCruz, que possui um intervalo médio de 3 meses, é perfeitamente possível ser vacinado contra influenza entre a primeira e a segunda dose contra coronavírus, pois o período mínimo de 14 dias entre um tipo de vacina e outro seria respeitado.

Em virtude da própria vacinação contra Covid-19 e do respeito ao prazo de 14 dias, este ano a imunização contra influenza será feita durante um período maior. Assim todos os públicos poderão ter tempo para receber vacina contra as duas doenças de forma eficaz e planejada.

Estudo mostra queda na renda dos idosos durante pandemia

Crédito: Daniel Mello/EBC

No Brasil, durante a pandemia de covid-19, houve diminuição de renda em quase metade dos domicílios dos idosos, principalmente entre os mais pobres, e o aumento de sentimentos relacionados à solidão e tristeza, sobretudo entre as mulheres. É o que mostra estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quarta-feira (31).

Para investigar as condições de vida de idosos durante a pandemia, foram usados dados da Pesquisa de Comportamentos (ConVid), inquérito de saúde realizado pela Fiocruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A coleta de dados foi feita por meio de um questionário eletrônico, preenchido por 9.173 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, entre abril e maio de 2020.

A pesquisa mostrou que 50,5% dos idosos trabalhavam antes da pandemia, dos quais 42,1% sem vínculo empregatício. Durante o período analisado, foi registrada queda na renda em 47,1% dos domicílios, sendo que 23,6% relataram forte redução e até mesmo ausência de renda.

Entre aqueles que trabalhavam sem carteira assinada, a queda na renda ocorreu em 79,8% dos lares e a ausência de renda em 55,3%. A diminuição também afetou de forma mais intensa os que tinham renda per capita domiciliar menor que um salário mínimo. Apenas 12% citaram alguém do domicílio que recebeu algum benefício do governo relacionado à pandemia.

Segundo a principal autora do estudo, Dalia Elena Romero, a crise econômica, o desemprego e a perda de renda já vinham ocorrendo antes do início da pandemia no ano passado. “A pandemia veio somar os problemas para a saúde e o bem-estar da população idosa”.

A pesquisadora destaca que a perda de renda do idoso afeta muito toda a família. Ela defende a ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do auxílio emergencial e de programas de renda mínima, além de políticas que aumentem a escolaridade e a inclusão digital, para proteger a população idosa e seus dependentes da vulnerabilidade social.

Isolamento social

A pesquisa mostrou ainda que o isolamento social total ou de modo intenso foi adotado por 87,8% dos idosos, enquanto 12,2% não aderiram ou aderiram pouco ao distanciamento, percentual que atingiu 66,6% entre os que continuaram trabalhando normalmente durante a pandemia.

Em relação às condições de saúde física, mais de 58% dos idosos indicaram ter pelo menos uma doença crônica não transmissível, como diabetes, hipertensão, doença respiratória, do coração e câncer. Se considerado o tabagismo, esse índice sobe para 64,1%.

Para a pesquisadora, a deterioração que o Sistema Único de Saúde (SUS) sofreu nos últimos anos, especialmente na atenção básica de saúde da família, causou impacto significativo na população idosa. Segundo Dalia, o fortalecimento da atenção básica pouparia muitos recursos em internações hospitalares.

O estudo revelou que a sensação de tristeza ou depressão recorrente foi maior em domicílios com menor renda (32,3%) e na população feminina (35,1%), em comparação com a masculina. O sentimento frequente de solidão pelo distanciamento dos amigos e familiares foi citado por metade dos idosos, sendo maior entre as mulheres (57,8%).

Fonte: Agência Brasil

Fundação José Carlos da Rocha celebra Páscoa com idosos de lares da região

Os idosos dos lares atendidos pela Fundação José Carlos da Rocha estão participando de várias atividades relacionadas à celebração da Páscoa.

O cronograma desenvolvido por profissionais da Fundação José Carlos da Rocha inclui brincadeiras, exercícios e trabalhos que estimulam a memória, a coordenação motora, a interação e a criatividade dos vovôs e vovós.

Cada lar recebe um tipo de proposta, de acordo com a aula do profissional atuante, e as condições físicas do grupo de idosos.

Dia 30 de março, por exemplo, os residentes do Lar Irmã Terezinha, de Pindamonhangaba, participaram de brincadeiras como amigo chocolates, acertar o rabo do coelho, coelho sai da toca. A iniciativa agradou a todos, que se divertiram e aliaram a celebração da Páscoa com desenvolvimento de autonomia, integração, socialização, dentre outras melhorias na parte física e psicológica dos idosos. No local, as ações foram coordenadas pelos professores Rita Santos, Letícia Godinho e Alexandre Botelho.

Ainda no dia 30, na Vila Vicentina da Sagrada Família, em Lorena, os idosos tiveram uma grande festa em comemoração à Páscoa e também dos aniversariantes do mês. Eles interagiram com os exercícios dos professores Nadialice Melo e Thiago Frederic Melo, ganharam ovos de chocolate, bolo doce e torta. “As atividades estimularam a percepção espacial e visual, senso de direção, equilíbrio, concentração, a memória com pistas que despertam a habilidade de identificar informações explícitas e implícitas. Além disso, eles se envolveram no verdadeiro sentido da Páscoa: o amor ao próximo, a empatia, e o respeito as diferenças”, explicou Nadialice Melo.

Ela destacou a atitude coletiva e o espírito de amizade entre os idosos. “Tiveram uma atitude muito bonita de encontrar os ovos, e de ajudar os que que não conseguiram achar, entregando ovos aos companheiros”, completou a professora.

Dia 1 de abril é a vez dos idosos do Lar São Vicente de Paulo, de Pindamonhangaba, que terão caça ao ovo, acertar o rabo do coelho, e coelho sai da toca, além de outros formatos de jogos e brincadeiras, como a utilização de orelhas de coelho – feitas em EVA durante aulas de arteterapia.

Ainda existem outros lares que devem receber a celebração da Páscoa, como o Luiza de Marillac, de Taubaté, e o Lar de Idosos Vicente de Paulo, de Caçapava, ambos previstos para dia 6 de abril. Dentre os trabalhos que devem ser criados pelos professores Breno Antunes e Letícia Godinho estão: caça aos ovos, laçar o coelho e boliche de Páscoa.

Aumento do número de assentos para idosos no transporte público volta a ser discutido

O Senado Federal vai voltar a debater o aumento do número de assentos reservados a idosos em transporte público. O assunto, que foi tema de uma pesquisa de opinião do Instituto DataSenado, em janeiro de 2020, entre internautas, voltará a ser debatido.

Os dados da pesquisa apontaram que 62% dos internautas apoiam o aumento do número de assentos para idosos, previsto em projeto do senador Carlos Viana (PSD-MG). O PL 6.396/2019 altera de 10% para 15% o percentual de assentos destinados a maiores de 65 anos em transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. O senador Flávio Arns (Rede-PR) é relator da proposta.

Viana justifica o texto com base no aumento da média de idade da população, destacando que o número de idosos teve crescimento desde 2003, quando o Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003) entrou em vigor. Para o senador, os idosos necessitam ter mais facilidades nos meios de transporte.

“Há cada vez mais pessoas idosas de baixa renda que, em razão das conquistas sociais de nosso país, têm conseguido se mover mais na sociedade e, por meio da maior mobilidade, reduzir sua vulnerabilidade social”, destaca Viana.

Realizada em janeiro pelo DataSenado, a enquete mostra que 62% dos participantes concordam com o aumento do número de assentos destinados a idosos em transporte coletivo. Por outro lado, 33% discordam e 5% não responderam. A pesquisa teve 102 participantes e ficou disponível no Portal do DataSenado entre os dias 2 de janeiro e 3 de fevereiro de 2020.

Os resultados mostram ainda que, para 56% dos participantes, o aumento do número de assentos reservados às pessoas idosas no transporte coletivo será benéfico. No entanto, 17% acham que a mudança dará prejuízos e 22% dizem que não vai fazer diferença.

Viana declarou ainda que uma das ideias de elevado padrão civilizatório é o direito a transporte coletivo acessível, confortável economicamente viável para as pessoas idosas de baixa renda.

“Na medida em que as condições de vida em geral vão melhorando entre nós, a expectativa de vida aumenta, e a população vai se tornando cada vez mais envelhecida. Contudo, para que tal padrão civilizatório permaneça e se desdobre em outras conquistas da sociedade, precisamos tornar a ideia do direito ao  transporte acessível e gratuito compatível com o crescimento e o envelhecimento da população”, diz.

O projeto também aumenta, de dois para três, o número de vagas reservadas às pessoas idosas com renda igual ou inferior a dois salários-mínimos no sistema de transporte coletivo interestadual. Para 68% dos participantes, essa quantidade de vagas deve ser maior. Em oposição, 26% acham que não deve, e 6% não souberam opinar.

Fonte: Agência Senado

Tribunal de Justiça mantém anulação de doação de imóvel feita por idoso incapaz

A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, dia 10 de março, sentença de primeiro grau que anulou doação de imóvel feita por idoso declarado incapaz. Além de reintegrá-lo da posse do bem, a sentença condenou a beneficiada a uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil em favor do idoso.

De acordo com os autos, um idoso, antes de ter declarada sua incapacidade mental, doou por escritura pública seu único imóvel a uma ré, uma ex-vizinha sua, mantendo para si o usufruto vitalício.

No entanto, laudos técnicos no processo de interdição, movido pela irmã e atual curadora, comprovam que ele já era incapaz à época da doação e, portanto, tal ato seria nulo.

O relator do recurso, desembargador Rui Cascaldi, afirmou que o fato de o autor ter deliberadamente providenciado escritura de doação não retira o “vício de vontade” do ato jurídico, “tendo em vista a sua baixa cognição acerca dos atos da vida em geral. Tanto é assim que foi justamente a sua baixa intelecção dos atos da vida em geral que levou à sua interdição. Não faz sentido que uma pessoa, em seu estado normal de memória, simplesmente doe seu único bem a terceiro com quem não possui qualquer tipo de relação mais profunda, ainda, mais alguém como a ré, que fora sua vizinha muitos anos antes”.

Rui Cascaldi destacou que a ré já havia procedido da mesma forma com outra pessoa idosa, o que evidencia a má-fé de sua parte com relação ao autor e reforça o dever de indenizá-lo por danos morais e materiais.

Participaram do julgamento, que teve votação unânime, o desembargador Francisco Loureiro e a desembargadora Christine Santini.

Recadastramento anual de aposentados e pensionistas da União é adiado

O Ministério da Economia publicou no Diário Oficial da União a instrução normativa que suspende até 31 de maio o recadastramento anual de aposentados, pensionistas e anistiados políticos civis – procedimento adotado como prova de vida para a manutenção de benefícios.

Segundo a medida, após essa data o beneficiário deverá fazer a comprovação de que está vivo para a continuidade do pagamento de proventos e pensões e recebimento de eventuais retroativos. Até lá, estarão suspensas as visitas técnicas para fins de comprovação de vida.

A decisão não se aplica ao recadastramento de aposentado, pensionista ou anistiado político cujo pagamento do benefício esteja suspenso na data de publicação da instrução.

No entanto, está previsto que as Unidades de Gestão de Pessoas poderão receber solicitações de restabelecimento excepcional dos pagamentos de proventos e pensões suspensos por meio do “módulo de Requerimento do Sigepe, tipo de Documento ‘Restabelecimento de Pagamento – covid-19’ “.

A suspensão da necessidade de comprovação de vida é uma das medidas de proteção visando o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus.

Projeto orienta idosas sobre alimentação saudável e propõe desenhos sobre alimentos

Os idosos da Casa do Ancião Luiza de Marillac estão participando de um programa de estímulo ao consumo de alimentos saudáveis desde o fim de dezembro de 2020. A iniciativa é uma parceria entre a instituição e a Fundação José Carlos da Rocha e tem o objetivo de apresentar aos idosos as diferenças entre os tipos de alimentos e suas funções nutritivas e benefícios ao organismo.
O projeto foi idealizado pela nutricionista Juliana Silveira com participação da arteterateupa Letícia Godinho, da Fundação José Carlos da Rocha.
Letícia explicou que a cada mês serão apresentados e debatidos os alimentos da safra do mês. Para fevereiro e março de 2021 os produtos escolhidos foram abacate, pêra, maçã, goiaba, coco verde, repolho, escarola, milho verde e tomate. “A nutricionista faz a explanação sobre as características desses alimentos, em quais funções ele auxilia, e dá dicas de alimentação saudável e balanceada. Na parte de arteterapia propomos atividades lúdicas de criação de painéis com pinturas sobre esses alimentos, que também são saboreados pelos idosos”, disse.
Para maior adesão à iniciativa, Letícia conta que foi criado um painel no refeitório do lar com as pinturas desses alimentos feitas pelos idosos. “Com esses desenhos, eles desenvolvem habilidades motoras, que são alinhadas às sensoriais. Isso estimula o cérebro a associar as informações recebidas pela nutricionista a respeito dos alimentos, dos benefícios, com o sabor, e as características de pintura, as cores, movimentos das mãos, trabalhando a memória, o sistema motor, cognitivo, além de ativar sensores gustativos”.
De acordo com a arteterapeuta, as idosas aprovaram a iniciativa e estão ansiosas para saborear e aprender sobre alimentos de outras épocas. “Como elas lembram dos alimentos, algumas ficam perguntando quando será oferecida determinada fruta, verdura ou legume, se vai demorar muito, como vai ser o preparo. Elas também relembram receitas de como fazer determinado item e com isso relembram coisas do passado, da infância, da família. Tem sido bastante gratificante para nós profissionais e produtivo para os idosos”, finalizou Letícia.

INSS divulga calendário de retomada da prova de vida

Crédito: Marcelo Casal Jr./EBC

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou a portaria que suspende até abril a obrigatoriedade de aposentados e pensionistas fazerem a prova de vida, com o calendário de retomada do procedimento.

A medida de suspensão da obrigatoriedade já havia sido anunciada pelo presidente do órgão, Leonardo Rolim.

O procedimento deve ser feito a cada ano para que o pagamento do benefício do INSS não seja bloqueado. Desde março de 2020, entretanto, os bloqueios foram suspensos em decorrência da pandemia de covid-19, que prejudicou a realização da prova de vida de modo presencial.

A suspensão da obrigatoriedade da prova de vida vem sendo postergada sucessivas vezes. Desde agosto, o governo tem investido em um projeto piloto para que o procedimento possa ser feito de modo remoto, pelo celular. Uma nova etapa do projeto, disponibilizou o serviço digital para mais de 5 milhões de beneficiários do INSS.

Segundo dados apresentados por Rolim, a suspensão da obrigatoriedade levou 5,3 milhões de aposentados e pensionistas a não realizarem o procedimento. Esses beneficiários precisam agora regularizar a situação. Os bloqueios de benefício para quem não fez a prova de vida no ano passado voltarão a ocorrer a partir de maio, de forma escalonada.

De acordo com a nova portaria, por exemplo, quem deveria ter feito a prova de vida até abril de 2020 e não realizou o procedimento, poderá ter o pagamento de seu benefício bloqueado a partir de maio deste ano, caso não se regularize até lá.

Confira abaixo o cronograma de bloqueio do pagamento de benefícios do INSS para os aposentados e pensionistas que não realizaram a prova de vida:

Tabela Ministério da economia
Fonte: Agência Brasil

‘Lares’ atendidos pela Fundação José Carlos da Rocha receberão segunda dose de vacina a partir do dia 13

30/10/2020
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

Um novo lote de vacinas do laboratório chinês Sinovac, responsável pela Coronavac em parceira com o Instituto Butantan – foi distribuído aos municípios do Vale do Paraíba e da Grande São Paulo dia 10 de fevereiro.

A remessa será usada para a reaplicação da vacina nas pessoas que foram vacinadas com o primeiro lote do produto – entregue em torno do dia 20 de janeiro em várias cidades do Estado.

Na ocasião, o produto foi utilizado, na maior parte dos municípios, para profissionais da linha de frente no combate à Covid-19 e para residentes das instituições de longa permanência, como os lares que abrigam idosos.

A partir do dia 12 de fevereiro inicia o período da terceira semana, data ideal de acordo com especialistas para a aplicação da segunda dose do imunizante.
Deste modo, os lares atendidos diretamente pela Fundação José Carlos da Rocha terão seus moradores vacinados com a segunda dose da vacina a partir do dia 13 de fevereiro.

Profissionais da Fundação José Carlos da Rocha desenvolveram papel fundamental para a aplicação das primeiras doses das vacinas, pois orientaram os idosos dos lares sobre a importância da vacinação contra o vírus e, consequentemente, proteção à vida.

Vacinação de idosos acima de 85 anos de idade ocorrerá em fevereiro

30/10/2020
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa

O governo de São Paulo anunciou na sexta-feira (29) o início da vacinação de idosos acima de 90 anos para 8 de fevereiro e, para aqueles acima de 85 anos, para o próximo dia 15. Com a entrega do novo lote de 1,8 milhão de doses pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde e a chegada de mais 5.400 litros de insumo vindos da China, previstos para o início de fevereiro, o Estado começa a expandir o público-alvo a ser imunizado no programa de vacinação.

“Gradualmente, vamos anunciando de forma organizada e planejada para viabilizar essa imunização. A nossa meta é acelerar o programa de vacinação incluindo todos os grupos no calendário, mas para vacinarmos mais rapidamente, não só em São Paulo como em todo Brasil, precisamos de mais vacinas”, afirmou o governador, João Doria.

Do total de 1,8 milhão de doses, o Instituto Butantan disponibilizará ao Ministério da Saúde 1,390 milhão de novas doses de vacina contra Covid-19. Com isso, o quantitativo proporcional de 410 mil doses destinado ao Estado já será utilizado para expansão da campanha. Com a remessa, a ser realizada na próxima segunda-feira (1º), a Secretaria de Estado da Saúde realizará mais uma grande operação logística para a distribuição novas doses para todos os municípios, somando quantitativo previamente recebido por SP.

As novas grades permitirão que o público-alvo da fase 1 da campanha seja imunizado em sua totalidade, o que inclui trabalhadores da saúde, indígenas, quilombolas, idosos residentes em instituições de longa permanência e pessoas com deficiência a partir de 18 anos institucionalizados.

Além disso, permitirá que o Estado de São Paulo comece a vacinar os idosos acima de 85 anos de idade, que totaliza 514 mil pessoas. A prioridade leva em consideração a vulnerabilidade dessa faixa etária, uma vez que 37% das pessoas com 85 anos ou mais que tiveram Covid-19 evoluíram para óbito no decorrer da pandemia.

De todas as vacinas disponíveis no país até o momento, 80% foram fornecidas pelo Instituto Butantan. O Estado de São Paulo já distribuiu 1,2 milhão de doses. À medida que o Governo Federal enviar novas doses ao Estado de São Paulo, novos grupos poderão ser incluídos no calendário vacinal.