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Coral da Fundação José Carlos da Rocha ensaia novas músicas

Quem já assistiu ao coral da Fundação José Carlos da Rocha sabe do potencial das vozes dos vovôs e vovós e da afinação do grupo. No entanto, poucos sabem como é o processo de ensaio e escolha das músicas.

Antes de fazer apresentações, o coral – que é formado por idosos do Lar São Vicente de Paulo em Pindamonhangaba – faz diversos ensaios paras ajustar todos os detalhes. Os temas são escolhidos, na maioria das vezes, de acordo com a época do ano – prevalecendo o tipo de música relacionado com a ocasião, por exemplo, Natal/Fim de ano, dias das mães, dia dos pais etc.

De acordo coma professora Flávia do Amaral, responsável Projeto Viva Bem, pelo qual é desenvolvido o coral, o processo de seleção é estabelecido em parceria com os vovôs e vovós. Ainda segundo ela, durante reuniões são propostas várias canções, cuja maioria remete a tempos de juventude dos internos. Uma vez apresentada a música, cabe a ela e ao maestro João Batista de Andrade definirem a viabilidade técnica para a apresentação. Quando há a possibilidade, o ensaio é iniciado e em poucas semanas o público terá acesso.

Durante o mês de agosto, o grupo tem ensaiado bastante as músicas já cantadas e novos temas. Está curioso (a)? Espere até a próxima apresentação do Coral da Fundação José Carlos da Rocha para descobrir as novidades.

Projeto em análise penaliza filho por abandono dos pais na velhice

Filhos podem ser penalizados por desamparo de pai ou mãe durante a velhice. É o que propõe um projeto de lei, de autoria do senador Lasier Martins (Podemos-RS), que tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O projeto (PL 4.229/2019) altera o Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003) para prever a possibilidade de responsabilização civil do filho por abandono afetivo. A legislação já estabelece o direito da pessoa idosa à manutenção dos vínculos afetivos com a família e do convívio comunitário em ambiente que garanta envelhecimento saudável. O texto inclui que a violação desse dever passa a constituir ato ilícito, sujeito à sanção pelo Código Civil (artigo 927), e determina que o filho fica obrigado à reparação dos danos.

Em sua justificativa, o senador ressalta que é notório o acelerado envelhecimento da sociedade. O IBGE estima que em 2033 o número de pessoas com mais de 60 anos alcançará 20% da população brasileira, o que indica um aumento significativo — em 2013 esse percentual era de 11%, ressalta Lasier.

O senador diz que a ampliação do número de pessoas idosas revela um grave problema, pois elas são mais vulneráveis fisicamente e psicologicamente e encontram dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

“Cada vez mais temos ciência de relatos de pessoas idosas que são abandonadas pelas famílias justamente no momento de suas vidas em que mais precisam de cuidado e apoio. São descartadas como objetos de que já precisamos e que hoje não têm mais serventia”, lamenta.

Lasier destaca que a Constituição estabelece, no artigo 229, que os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar pai e mãe na velhice, carência ou enfermidade. O Estatuto do Idoso reforça esse princípio, inclusive priorizando o atendimento do idoso pela própria família.

“De efeito pedagógico, o projeto contribuirá, de alguma forma, para o restabelecimento de vínculos de afetividade e para a preservação de uma ética familiar que beneficiará a sociedade como um todo”, resume o autor.

 

Fonte: Agência Senado

Situação do idoso é debatida por deputados e senadores

Subcomissão Permanente de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (CASDPI), ligada à Comissão de Assuntos Sociais (CAC) do Senado Federal, promove dia 16 de agosto, audiência pública interativa para debater a educação e cultura para a pessoa idosa. Os trabalhos serão realizados no plenário da Assembleia, a partir das 14 horas.
De acordo com o senador Eduardo Gomes (PSDB), apoiador do evento, a audiência será realizada em caráter interativo, através do portal e-cidadania e do Alô Senado. “Em conjunto com a Universidade da Terceira Idade (AMA) estamos promovendo esse debate permanente, que é relevante para dar visibilidade à questão do idoso no Brasil”.
O senador explica que o aprendizado ocorre ao longo de toda a vida e cabe ao poder público garantir políticas públicas de acesso à educação e a cultura, possibilitando um envelhecimento digno ao cidadão brasileiro.

Na pauta do debate constam temas como as políticas que contemplam os idosos, estratégias para erradicar o analfabetismo dessa faixa etária e o papel das universidades brasileiras para garantir acesso a programas de aprendizagem ao longo da vida.
A audiência vai contar com representantes de várias instituições, como Ministério da Educação, Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Universidade da Maturidade, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia entre outros. Também está prevista a presença do
vice-presidente da subcomissão, o senador Romário.

Dados

A população idosa (acima de 60 anos, definido pela Lei 10.741, de 2003) deve dobrar no Brasil até o ano de 2042, na comparação com os números de 2017. Os dados são de projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O instituto aponta ainda que, desde 2016, há uma forte tendência de crescimento do número de domicílios cuja principal fonte de renda são aposentadorias e pensões.

Comissão

A Subcomissão Permanente é composta de cinco membros titulares. O objetivo é propor iniciativas para promoção e defesa dos direitos e da inclusão da pessoa idosa e fiscalizar e acompanhar programas governamentais relativos aos direitos desse seguimento.
Promove ainda a coleta, processamento e sistematização de informações, que permite a identificação da população idosa do país. A justificativa é usar as estatísticas para elaborar diagnósticos sobre quais dificuldades os idosos enfrentam para exercer plenamente seus direitos.

 

Fonte: Agência Senado

Vovôs e vovós recebem aulas de mobilidade articular e fortalecimento muscular

A prática de atividade física traz vários benefícios à saúde. Quando idosos, as pessoas têm uma necessidade ainda maior de realizar exercícios físicos para manter o corpo em bom funcionamento, segundo os médicos.

Com base nesta orientação, a Fundação José Carlos da Rocha tem proporcionado diversas melhorias aos vovôs e vovós dos lares assistidos pela instituição.

Na Casa do Ancião Luiza de Marillac, de Taubaté, e no Lar São Vicente de Paulo, de Pindamonhangaba, por exemplo, os últimos meses têm sido de dedicação maior a prática de exercícios físicos.

A professora Flavia do Amaral, responsável pelo projeto Viva Bem em lares que recebem assistência direta da Fundação José Carlos da Rocha, está realizando aulas para desenvolvimento da mobilidade articular e aplicação de exercícios de fortalecimento muscular com os grupos de idosos.

De acordo com Flávia, os exercícios de mobilidade articular permitem que os idosos realizem todos os tipos de movimentos – das tarefas diárias até aproveitar seus passatempos favoritos. Além disso retarda o envelhecimento dos ossos, dos músculos e das articulações. Da mesma forma, o fortalecimento muscular gera benefícios para a saúde e para as atividades cotidianas. Um dos objetivos do fortalecimento muscular é garantir qualidade de vida e evitar queda dos idosos.

Um levantamento do Hospital Israelita Albert Einstein revelou que 30% dos idosos no Brasil caem pelo menos uma vez ao ano. O mesmo estudo aponta que o número sobe para 50% entre idosos acima de 85 anos. A maioria das quedas (70%) acontece dentro de casa. A queda de idosos acontece principalmente por causa do processo de envelhecimento do corpo, no qual o idoso perde massa muscular e equilíbrio.

Os exercícios propostos pela professora Flávia do Amaral têm o objetivo de possibilitar a manutenção do corpo em bom estado para uma vida melhor.

Proposta que prioriza atendimento a idosos com mais de 80 anos vai à Câmara

O atendimento prioritário aos idosos poderá ser escalonado por idade. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, em decisão final, substitutivo a um projeto que promove esse ajuste no Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003) e na Lei do Atendimento Prioritário (Lei 10.048, de 2000). A votação do turno suplementar da proposta ocorreu na primeira semana de agosto.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 42/2018 foi apresentado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) com a intenção de dar efetividade à prioridade especial aos maiores de 80 anos já garantida pelo Estatuto do Idoso.

Atualmente o estatuto garante atendimento preferencial aos idosos e prevê, no artigo 3º, prioridade especial aos maiores de 80, inclusive em relação aos demais idosos. Já a lei que dispõe sobre o atendimento prioritário garante esse direito às pessoas com idade igual ou superior a 70 anos, sem qualquer distinção entre os idosos.

“Propomos, então, um escalonamento do atendimento preferencial aos idosos, com prioridade total aos maiores de 80 anos, e aos maiores de 70 sobre os maiores de 60 anos”, afirma Simone na justificativa do projeto.

Mais de 90

O substitutivo oferecido pelo relator, senador Eduardo Girão (Podemos-CE), procurou ampliar a cobertura etária estabelecida pelo PLS 142/2018 para quem tem mais de 90 anos, por exemplo. Assim, salvo nos casos de emergência médica justificada, procurou garantir prioridade de atendimento aos mais idosos sobre os menos idosos, contemplando, progressivamente, centenários, nonagenários, octogenários, septuagenários e sexagenários.

“A prioridade aos mais idosos na proporção de sua idade é um imperativo de respeito e solidariedade, especialmente se considerarmos que os idosos têm crescido notavelmente na composição da população brasileira”, avalia Girão no parecer.

Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o projeto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

 

Fonte: Agência Senado

Folclore é tema de gincanas em Lagoinha e São Luiz do Paraitinga

Os vovôs e vovós dos lares Vicentino, de Lagoinha, e Vila São Vicente de Paulo, de São Luiz do Paraitinga, entraram em agosto recebendo diversas ações esportivas adaptadas e gincanas. A maior parte das atividades propostas pela professora Rita de Cássia dos Santos, da Fundação José Carlos da Rocha, teve como inspiração o folclore, cujo mês de comemoração é agosto.

Dentre os desafios apresentados pela professora, “os que mais atraíram a atenção e divertiram os idosos foram os jogos de charadas, provérbios e charadas”, explicou a professora, que ficou “surpresa e encantada com a disposição e envolvimento de todos nas brincadeiras”.

Segundo Rita, a interação dos vovôs e vovós mediante o desenvolvimento dessas ações, contribui para melhorias na autoestima, humor e convivência uns com outros dentro dos lares.

Comissão de Direitos Humanos amplia poder de delegados na proteção de idosos e crianças   

Reunião da CDH que aprovou projeto que dá poderes aos delegados de polícia para determinar medidas protetivas relacionadas a idosos e a crianças.    Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos aprovou substitutivo do senador Flavio Arns (Rede-PR) ao projeto que amplia poderes de delegados para determinar medidas protetivas relacionadas a idosos e crianças. O projeto, PLS 90/2015, modifica o Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 2003) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA — Lei 8.069, de 1990).

O relator na CDH modificou o projeto do senador Humberto Costa (PT-PE) porque entendeu que algumas das prerrogativas são de magistrados, e estendê-las aos delegados seria interferir na separação dos Poderes. Por isso, o substitutivo preserva apenas as atribuições que, na avaliação de Arns, não atentam contra a reserva de jurisdição dos magistrados.

O texto de Arns preserva três competências para a autoridade policial: encaminhar o idoso com direitos ameaçados ou violados a família ou curador, mediante termo de responsabilidade; determinar abrigo temporário ao idoso com direitos ameaçados ou violados, desde que corra risco de morte; e encaminhar ao conselho tutelar criança ou adolescente com direitos ameaçados ou violados.

Mulheres

O primeiro texto apresentado por Humberto Costa também alcançava as mulheres vítimas de violência, alterando a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006). Arns, contudo, lembrou que, no caso das mulheres, a recente Lei 13.827, de 2019, já traz medidas protetivas semelhantes ao prever que, em casos de risco iminente à vida ou à integridade física da mulher ou de seus dependentes, o afastamento do agressor pode ser determinado  pela autoridade judicial (juiz de direito), delegado de polícia (quando o município não for sede de comarca) ou policial (quando o município não for sede de comarca e não houver delegacia disponível no momento da denúncia).

Dia de pescaria para vovôs e vovós da Vila Vicentina Sagrada Família, de Lorena

Assim como ocorreu com vovôs e vovós do Lar Frederico Ozanam, de Jacareí, no mês de junho, no mês de julho o passeio foi com os residentes da Vila Vicentina Sagrada Família, de Lorena.

O professor Thiago Frederic de Melo, da Fundação José Carlos da Rocha, organizou a vista ao pesqueiro Estância Paluva, em Cachoeira Paulista.

No local, os idosos lorenenses puderam passear, ter contato com a natureza, pescar e comer pratos à base de peixe.

O contato com a natureza e a prática de atividades de lazer favorece a autoestima dos vovôs e vovós, que demonstraram bastante alegria com a iniciativa da Fundação José Carlos da Rocha em parceira com a Vila Vicentina Sagrada Família.

De acordo com o professor outros passeios estão planejados para o ano de 2019. Grande parte das ações é realizada com apoio de empresas ou com doações particulares. Para participar de iniciativas com esta, basta entrar em contato com a direção da Fundação José Carlos da Rocha pelo telefone (12) 3522-6351 ou pelo e-mail contatojcr@fundacaojcr.org.br.

 

Proposta poderá incluir turismo como direito prioritário do idoso

Crédito: Jadilson Simões/AL-SE

O Projeto de Lei 2798/19 inclui o turismo como direito prioritário do idoso. A proposta, do deputado Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE), tramita na Câmara dos Deputados. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) já tem como direitos prioritários a vida, saúde, alimentação, educação, cultura, entre outros.

Pelo texto, o Poder Público promoverá o acesso e a inclusão social dos idosos ao turismo, estimulando o desenvolvimento do mercado turístico nacional segmentado para o público idoso.

Segundo Ribeiro, a proposta “trará benefícios para a população idosa bem como renda e giro da economia do país”.

A estimativa é que, em 2050, 65 milhões de brasileiros tenham mais de 60 anos, de acordo com relatório do Banco Mundial citado por Ribeiro.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Turismo; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Fonte: Câmara dos Deputados

Dança folclórica sênior é atração em São Luiz do Paraitinga

Os vovôs e vovós da Vila São Vicente de Paulo, de São Luiz do Paraitinga, estão participando de aulas de ‘Dança Folclórica Sênior’.

A atividade proposta pela professora Rita de Cássia dos Santos, da Fundação José Carlos da Rocha, oferece danças folclóricas e de salão de vários países adaptadas à realidade dos idosos. Na Vila São Vicente de Paulo, por exemplo, a aula é feita com os idosos sentados em roda.

De acordo com a professora, o objetivo é oferecer exercícios que envolvam a parte física, afetiva e cognitiva, com coreografias compatíveis com a idade e com as condições de cada participante. “Assim é possível ampliar os conhecimentos culturais dos idosos e os tornar mais alegres e ativos”, afirmou.