Projeto de avaliação física beneficia idosas de Taubaté

Projeto de avaliação física beneficia idosas de Taubaté

Professor faz aferições em idosa de Caçapava, onde a iniciativa é a mesma ocorrida em Taubaté

Assim como já ocorre no Lar de Idosos Vicente de Paulo, de Caçapava, as idosas da Casa do Ancião Luiza de Marillac, em Taubaté, estão participando de um programa que avalia as condições físicas com o intuito de desenvolver uma qualidade de vida maior nos exercícios do dia a dia. O projeto orientado pelo professor Breno Ribeiro, da Fundação José Carlos da Rocha, conta com avaliação física, dinâmicas de grupo e meditação, além de relaxamento e alongamento muscular.
A avaliação física é o primeiro passo da metodologia de trabalho do educador físico, que desenvolve atividades personalizadas de acordo com as necessidades e limitações de cada idosa. A avaliação conta com balança de bioimpedância, fita métrica e pinça para dobras cutâneas. Com esses aparatos, o educador faz uma coleta de dados que reúne peso, altura, perimetria e percentual de gordura. Além disso, o histórico de doenças e dores das idosas foi considerado. “Ou seja, eu reúno os dados e crio o histórico de registro para eu ter um ponto de partida”, afirma o educador.
As singularidades observadas previamente na avaliação física, segundo Breno Ribeiro, são essenciais para o educador desenvolver atividades personalizadas que ajudam a retardar as perdas causadas pela idade. “Por exemplo, se um idoso apresenta dificuldades com o equilíbrio, então vou trabalhar na musculatura que tenta devolver o equilíbrio, que tenta pelo menos fazer a manutenção e tentar retardar ou evitar essa perda que o tempo causa”, conta.
O check up físico será feito de três em três meses, sempre observando as evoluções e mudanças apresentadas por cada idosa. Segundo o professor, essa frequência de análises permite verificar as limitações e, com isso, fazer alterações no quadro de exercícios caso necessário. Os exercícios são feitos levando em consideração também a parte lúdica, já que pode se tornar maçante para as idosas. Isso auxilia as idosas a lidarem com sentimentos de solidão, tendo em vista que muitas vivem em lares de longa permanência.
Apesar de flexível, o projeto busca envolver cada vez mais as idosas que possuem limitações físicas, sempre buscando aprimorar habilidades básicas da rotina. “O objetivo é tentar de forma mais técnica levar essa manutenção para elas de coisas do cotidiano. O intuito é dar uma qualidade maior na prática das coisas básicas da vida, como andar e levantar. Coisas simples que ao longo do tempo a gente vai perdendo, principalmente em uma idade mais avançada. É algo bem simples, faço já com meus alunos, mas agora estou adaptando para a realidade das idosas”, ressalta Breno Ribeiro.
O educador físico explica que os trabalhos têm amparo de uma psicóloga, que dá um suporte para lidar com as questões emocionais das idosas. “Busco também desenvolver dinâmicas de grupo, meditação, parte de relaxamento, alongamento. Convido elas para refletir um pouco também com algumas atividades voltadas para esse âmbito emocional, já que tenho uma profissional da psicologia que me passa dicas e sugestões”, finaliza.

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