Fundação faz idosos refletirem sobre igualdade das pessoas

Fundação faz idosos refletirem sobre igualdade das pessoas

As aulas de arte terapia aplicadas pela professora Letícia Godinho, da Fundação José Carlos da Rocha, têm proporcionado melhorias a dezenas de idosos.

Em 2019 ela tem diversificado os elementos e temas para aplicação, buscando novos estímulos e participação dos vovôs e vovós.

Uma dessas temáticas, realizada no Lar Casa São Francisco de Idosos de Taubaté, incluiu a mão como objeto de trabalho. A professora fez com que os vovôs e vovós desenhassem suas próprias mãos. Com isso, Letícia conseguiu desenvolver e aprimorar as habilidades de coordenação, percepção e criatividade de casa um.

No Lar São Vicente de Paulo, em Pindamonhangaba, a professora fez uso de outro recurso. Em uma folha, formato A4, cada idoso pôde fazer um auto-retrato – enfatizando as características dos cabelos. A atividade, intitulada ‘cabelo maluco’, serviu para cada um mostrar a forma como se vê.

Ao fim das produções das aulas, a professora explicou que, além dos pontos técnicos e de evolução em sala de aula, o objetivo das ações realizadas em Taubaté e Pindamonhangaba é para mostrar que a aparência física – expressada na forma de mãos, face ou cabelo não torna ninguém melhor ou pior que outra pessoa. “Mais além que isso, destacamos a questão das mãos para dizer que todos precisam de uma mão. No caso dos internos, eles necessitam de várias mãos: mão cozinheira, mão enfermeira, mão de cuidador, de professor, de voluntário, de amigo. Acredito que os exercícios despertaram essas reflexões, sobre a questão da aparência física e da ajuda”, explicou.

Letícia Godinho disse que nos dois lares foram montados painéis com os trabalhos. “Queremos que eles vejam as obras e pensem a respeito. Além disso, escrevemos a frase: “Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”, concluiu.

 

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