Cresce participação de idosos no mercado formal de trabalho

Cresce participação de idosos no mercado formal de trabalho

Segundo dados da Rais – Relação Anual de Informações Sociais, divulgados pelo Ministério do Trabalho, em 2010 havia 5,8 milhões trabalhadores com carteira assinada entre 50 e 64 anos no mercado formal de trabalho, e o número passou para 7,6 milhões em 2015 – o que representa um crescimento de 30% no período. Os próximos dados com este grau de comparação devem ser divulgados em 2021.

O maior índice fica por conta dos trabalhadores com mais de 65 anos, que passou de 361,3 mil em 2010 para 574,1 mil em 2015, um aumento de 58,8%.Os dados mostram que o setor de serviço é o que tem mais receptividade aos trabalhadores mais velhos.

Quase 2,6 milhões de trabalhadores entre 50 a 64 anos estavam empregados com carteira de trabalho nesse segmento em 2015. Outros 200,4 mil tinham mais de 65 anos. No mesmo ano, a administração pública empregava 2,5 milhões de pessoas entre 50 e 64 anos, seguido da indústria de transformação, com 923 mil empregados nessa faixa etária, e do comércio, com 864 mil trabalhadores.

De acordo com o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mais de 2 milhões de pessoas de 50 a 64 anos e 99,2 mil com mais de 65 anos perderam o emprego nos últimos 12 meses. No mesmo período, houve 931,4 mil contratações de pessoas nas duas faixas etárias.

O Ministério do Trabalho está estudando a criação de uma nova divisão para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra idosos no mercado de trabalho. A expectativa é dar uma atenção maior ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho.

 

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